O Porto de Los Angeles, principal ponto de entrada de mercadorias provenientes da China e de outros países asiáticos nos Estados Unidos, teve seu trimestre mais movimentado entre julho e setembro, apesar das tensões comerciais e das mudanças nas cadeias de suprimentos globais.
O diretor executivo do porto, Gene Seroka, informou, em declarações repercutidas pelo jornal South China Morning Post, que, durante esse período, foram movimentadas quase 3 milhões de Unidades Equivalentes a Vinte Pés (TEU, na sigla em inglês), uma medida utilizada para calcular a capacidade de carga. Além disso, detalhou que, entre junho e setembro, foram transportados cerca de quatro milhões de contêineres.
Além disso, em setembro, as importações através do porto aumentaram 19% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações cresceram 10%. O executivo alertou que os volumes de saída continuam abaixo do habitual, em parte devido aos problemas enfrentados por agricultores e fabricantes norte-americanos.
Embora a China continue sendo a principal fonte de importações do porto, sua participação passou de aproximadamente 60% em 2018 para uma projeção de 40% para 2026. O Vietnã ocupa o segundo lugar entre os países de origem das mercadorias. As importações dos EUA provenientes da China somaram US$ 308 bilhões (mais de R$ 1,54 trilhão) em 2025, uma queda de cerca de 30%, enquanto as provenientes do Vietnã aumentaram 42%, segundo dados do Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos.
Willy Shih, professor da Harvard Business School, afirmou que países como Vietnã e México registraram "grande crescimento" em suas exportações para os Estados Unidos, mas ainda dependem de "bens intermediários chineses", e que, apesar dos acordos para prorrogar a trégua comercial entre Washington e Pequim até 10 de janeiro de 2027 e estabelecer um mecanismo para possíveis reduções tarifárias, os comerciantes continuam enfrentando incertezas.
O especialista avaliou que eles precisam de regras estáveis e de um horizonte de planejamento mais amplo para reduzir riscos e preparar alternativas diante de possíveis mudanças comerciais.
Fonte: Sputnik Brasil.




