De acordo com o plano, até 99% da eletricidade produzida no país poderá vir de fontes limpas em 2055 com o avanço da geração eólica e solar. O PNE projeta ainda forte aumento da demanda, impulsionado pela expansão da atividade econômica e por novos usos da eletricidade, a exemplo do aumento da frota de veículos elétricos.
O governo brasileiro projetou ainda que, para acompanhar o crescimento da demanda, será necessário fortes investimentos na rede de transmissão, que deverá ser triplicada até 2055. O plano aponta ainda que a eficiência energética deverá reduzir a pressão sobre o sistema: as melhorias no uso da energia podem reduzir mais de 25% do consumo final projetado para o período.
Porém, a transição prevista pelo governo não elimina a participação de fontes convencionais, com o gás natural utilizado para garantir segurança e flexibilidade ao sistema enquanto a geração renovável avança. Já os biocombustíveis também terão espaço maior, com possibilidade de a produção crescer até cinco vezes nas próximas três décadas.
As fontes renováveis representaram cerca de 50% da oferta interna de energia brasileira em 2025, enquanto a participação na matriz elétrica chegou a 86,8%, segundo o Balanço Energético Nacional 2026 da EPE.
No início de setembro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o uso do gás natural para atender à expansão dos data centers e afirmou que o Brasil precisa investir em inteligência artificial para não ficar para trás na corrida tecnológica.
Silveira afirmou ainda que o aumento da demanda por eletricidade nos data centers exige novas alternativas de geração. O ministro citou os Estados Unidos como exemplo e defendeu que o Brasil aproveite as condições regulatórias e energéticas criadas nos últimos anos para atrair investimentos no setor.
Fonte: Sputnik Brasil.




