Brasil reforça proteção eleitoral diante de possível pressão de Trump sobre pleito, diz mídia

Conforme a publicação, a estratégia inclui monitoramento de lobby estrangeiro e campanhas de desinformação, ações para combater questionamentos sobre as urnas e articulação diplomática com países europeus e asiáticos.
A preocupação ganhou força após a atuação de Trump em outras eleições latino-americanas e diante da relação entre o presidente norte-americano e a família Bolsonaro. Trump não declarou apoio público a Flávio Bolsonaro (PL), mas autoridades brasileiras ouvidas pelo jornal avaliam que Washington poderia adotar novas medidas para prejudicar a imagem de Lula.
Segundo o jornal, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também adotou novas regras contra desinformação e pediu a empresas como Google e Meta (plataforma proibida na Rússia por extremismo) planos para combater conteúdos produzidos com inteligência artificial. Contudo, há denúncias de que a própria rede social chegou a derrubar anúncios do perfil de Lula, além de um vídeo do humorista Fábio Porchat que mostrava as ligações de Flávio Bolsonaro e da Igreja Batista da Lagoinha ao escândalo do Banco Master.
A publicação apontou ainda que o governo brasileiro mantém conversas com representantes da União Europeia, Canadá, Japão e Austrália sobre uma possível resposta após a eleição. Conforme diplomatas, esses países devem defender a integridade do processo eleitoral, independentemente do resultado, embora avaliem o risco de uma reação de Washington.
Aliado a isso, a reportagem lembrou que a administração norte-americana também tentou enviar uma delegação ao Brasil para investigar a integridade do sistema eleitoral, mas a iniciativa foi bloqueada pelas autoridades brasileiras.
Lula já criticou publicamente qualquer tentativa de influência externa, incluindo durante o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando afirmou que "o Brasil não é quintal de ninguém".
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes também afirmou ao jornal que o país tem instrumentos para reagir a uma eventual pressão externa. "Onde quer que venha a ameaça, temos as ferramentas para nos defender", concluiu.

Fonte: Sputnik Brasil.

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