Mídia explica por que vitória de Trump na batalha por Ormuz não conseguiu baixar preços do Brent

O primeiro fator que explica por que o preço se mantém alto é o aumento do rendimento dos títulos de dívida, o que impulsiona os investidores a comprar mais futuros do petróleo como uma proteção contra o risco de inflação
Depois, há um segundo fator psicológico, ligado a uma aposta na estratégia militar. Muitos especialistas no mercado acreditam que Teerã, sentindo-se encurralada, não teria outra opção senão recorrer a uma nova escalada na região.
"O Irã agora enfrenta duas opções: ou suaviza sua posição de negociação, ou se agrava de uma forma que torna Ormuz irrelevante", reflete o analista, acrescentando que o mercado de petróleo está convencido de que Teerã escolherá o último cenário.
Segundo a mídia, o país poderia desafiar a infraestrutura que atende os embarques de petróleo como fontes, oleodutos e os próprios campos petrolíferos.
Ao vencer essa batalha, "Trump está convidando a uma grande escalada", adverte o veículo de imprensa. Aos olhos de muitos comerciantes de petróleo, o ataque no início de setembro contra o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, que permitiu ao reino contornar Ormuz, foi "um ensaio do que está por vir".
Finalmente, o terceiro fator, que afeta os preços, é o custo enorme dos trens militares dos navios que, no caso dos superpetroleiros, pode atingir em média US$ 30 milhões (R$ 155 milhões) por travessia. No entanto, movimentar produtos de refinamento como diesel custa mais caro do que transportar petróleo bruto.
Tomando em conta todos esses fatores, o mercado de petróleo fica em modo de esperar para ver o que acontece: ou o Irã chega à mesa de negociação e os preços caem muito; ou Teerã aumenta os ataques à infraestrutura física de energia, elevando-os muito mais, resume o autor.
Anteriormente, o banco norte-americano JPMorgan avaliou que os embarques de petróleo bruto se recuperaram para 17,5 milhões de barris por dia, atingindo 98% dos níveis anteriores à guerra, enquanto os fluxos de produtos como diesel e gasolina estavam em 3 milhões de barris por dia, ou 58%.

Fonte: Sputnik Brasil.

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