Mídia: China eleva reservas de ouro pelo 23º mês consecutivo e corta títulos dos EUA

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Segundo dados do Departamento do Tesouro dos EUA publicados pelo South China Morning Post, as participações chinesas caíram de US$ 618 bilhões (mais de R$ 3,09 trilhões) para US$ 590,7 bilhões (cerca de R$ 2,95 trilhões) em agosto, uma redução de US$ 27,3 bilhões (aproximadamente R$ 136,4 bilhões). Trata-se do menor volume desde agosto de 2008, quando a carteira chinesa somava US$ 573,7 bilhões (quase R$ 2,9 trilhões), de acordo com a provedora de dados Wind.
Mas a China não foi a única vendedora de dívida norte-americana no período. O Japão, maior detentor estrangeiro desses títulos, também reduziu suas posições, passando de US$ 1,1 trilhão (mais de R$ 5,50 trilhões) para US$ 1,07 trilhão (aproximadamente R$ 5,35 trilhões) após vendas de US$ 35,6 bilhões (cerca de R$ 177,9 bilhões) durante o mês.
Apesar das vendas dos dois maiores países asiáticos investidores em títulos norte-americanos, a participação estrangeira total nesses ativos aumentou de US$ 9,25 trilhões (cerca de R$ 46,22 trilhões) para US$ 9,33 trilhões (mais de R$ 46,62 trilhões) em agosto. O avanço foi impulsionado principalmente pelo Reino Unido e pelo Canadá, que ampliaram suas carteiras.
O Reino Unido consolidou sua posição como segundo maior detentor estrangeiro da dívida dos EUA ao elevar suas participações de US$ 998,3 bilhões (R$ 4,99 trilhões) para US$ 1,01 trilhão (R$ 5,05 trilhões). Já o Canadá ampliou sua exposição em US$ 38,3 bilhões (R$ 191,4 bilhões), alcançando US$ 464,6 bilhões (R$ 2,32 trilhões).
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de longo prazo subiram nas últimas semanas após a Reserva Federal (Fed) elevar os juros em 0,25 ponto percentual, o primeiro aumento em mais de três anos. Na sexta-feira (16), porém, o rendimento do título de 30 anos recuou para 5,43%, após atingir o maior nível em 24 anos, o que significa que o custo de financiamento do governo norte-americano está ficando mais elevado.
As preocupações com a sustentabilidade fiscal de Washington ganharam força no período, quando a dívida pública norte-americana ultrapassou US$ 40 trilhões (mais de R$ 199,88 trilhões). Para reforçar a liquidez do mercado, o Tesouro anunciou que pelo menos dobraria as recompras de títulos com vencimentos entre dez e 30 anos. Ao mesmo tempo, o Japão gastou ¥ 15,4 trilhões (cerca de R$ 485,7 bilhões) para sustentar o iene entre o fim de julho e agosto.
O recuo chinês faz parte de uma tendência mais ampla iniciada durante o primeiro mandato de Donald Trump, em meio a atritos entre Pequim e Washington e preocupações com o uso do dólar como instrumento de pressão geopolítica. Em contraste com a redução das posições em títulos norte-americanos, a China segue ampliando suas reservas de ouro, que cresceram pelo 23º mês consecutivo em setembro, atingindo 77,47 milhões de onças-troy, ou cerca de 2.400 toneladas.

Fonte: Sputnik Brasil.

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