No domingo passado (20), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, manteve conversas com o vice-premiê chinês, He Lifeng, anunciando que Washington e Pequim tinham concordado em estabelecer um diálogo sobre inteligência artificial antes de uma cúpula entre os presidentes, Donald Trump e Xi Jinping.
Uma das principais questões da agenda em Nova York era se os dois lados poderiam chegar a um acordo sobre a extensão do pacto de Busan, que interrompeu uma perigosa guerra comercial entre as superpotências no âmbito das terras raras.
Além das preocupações com as empresas norte-americanas que enfrentam atrasos na obtenção de terras raras, Washington levantou preocupações com Pequim sobre restrições às exportações dos metais para o Japão, que também são críticas para as cadeias de fornecimento dos EUA, acrescentou a mídia.
Na cúpula de Busan, na Coreia do Sul, os EUA concordaram em adiar a introdução de controles de exportação pelas autoridades chinesas em terras raras. Washington acusa Pequim de não ter cumprido plenamente seu compromisso de fornecimento ininterrupto, uma parte fundamental do pacto de Busan.
Hoje em dia, a China é o maior produtor mundial das terras raras, que são usadas na produção de muita tecnologia, de carros a caças. Os embarques de ímãs de terras raras procedentes do país asiático para os EUA caíram até 512 toneladas em agosto, 13% abaixo do mesmo mês do ano anterior e 20% abaixo de julho, de acordo com dados oficiais divulgados pela alfândega chinesa.
Fonte: Sputnik Brasil.




