Ele também admitiu a possibilidade de um encontro entre Putin e Trump durante a cúpula e afirmou que Washington está aberto ao diálogo com a Rússia.
Putin não participa de uma cúpula do G20 desde 2019, que foi cancelada devido à pandemia de Covid-19, e posteriormente em função do início da operação militar especial na Ucrânia em 2022, o que desencadeou a maior crise nas relações entre Moscou e o Ocidente desde o auge da Guerra Fria.
Em entrevista ao programa da Rádio Sputnik Entretanto, o analista geopolítico Raphael Machado e a doutora e mestre em Ciência Política pela Universidade do Estado do Rio (UERJ) e professora da Faculdade de Ciências Sociais da UNIRIO Clarisse Gurgel avaliaram o simbolismo e os impactos do convite e possível ida de Putin aos EUA.
Raphael Machado destacou algumas sanções e boicotes por parte de países europeus e dos EUA, bem como tentativas de incitar a população russa contra o governo Putin:
Para a professora da UNIRIO, Trump tem consciência da força da Rússia e do próprio Putin e de como o isolamento de Moscou é prejudicial para os EUA.
Ela lembrou que o encontro deste ano, que será realizado em um campo de golfe de propriedade de Trump, ocorrerá depois das eleições de meio mandato de novembro, e renovarão parte do Senado e as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes.
Machado considerou que há pressão interna nos Estados Unidos para que haja uma retomada das relações econômicas com a Rússia e sua participação em fóruns internacionais, após tensionamento na época do governo do Joe Biden.
Ambos os entrevistados salientaram que o fato de Trump ser um político que relativiza a fronteira entre público e privado também favoreceu a aproximação do seu governo com o da Rússia.
O retorno da Federação Russa ao G20, acrescentou o analista geopolítico, aponta para uma mudança de rumo da geopolítica externa em relação ao governo Putin, pese o apoio estadunidense à Ucrânia e o regime de sanções vigente.
Em face da instabilidade internacional no setor do Petróleo, essa reaproximação também pode favorecer a Rússia na redução de sanções no setor energético, em que o país é "extremamente estratégico pela matriz econômica em que essas commodities desempenham uma função bastante importante".
Fonte: Sputnik Brasil.




