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De acordo com o documento a dona das plataformas WhatsApp, Facebook e Instagram distribuiu conteúdos políticos “de forma não isonômica” entre as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu adversário nas eleições de 2026, o senador Flávio Bolsonaro.
O Relator Especial da ONU sobre a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão, Leopoldo Maldonado Gutiérrez, deve analisar o pedido.
Outro documento foi enviado ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet e à Polícia Federal (PF) para que seja apurado se a campanha de Bolsonaro recebeu vantagens econômicas de distribuição e produção de conteúdo na plataforma, o que pode configurar o crime do art. 350 do Código Eleitoral.
O documento enviado ao relator da ONU contém material que aponta que houve tratamento desigual dado pela Meta na distribuição e disponibilização de conteúdo das campanha, em que Bolsonaro foi beneficiado.
Já na denúncia enviada aos órgãos brasileiros, foram documentados episódios que “indicam que a candidatura de Flávio Bolsonaro obteve da plataforma serviços e benefícios economicamente quantificados sem o devido registro:
Um dos trechos afirma que entre 1º de setembro e 14 de outubro, o perfil de Flávio, com menos seguidores (14,2 milhões contra 17,4 milhões), teve média de 6,68 milhões de visualizações por vídeo curto, 39% acima da do perfil de Lula (4,81 milhões).
Com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados em 13 de outubro, a coalisão informa que as declarações da campanha de Flávio Bolsonaro foram de R$ 78,6 milhões em receitas e R$ 7,45 milhões pagos à Facebook Serviços Online do Brasil em impulsionamento, mas não registra valor estimável recebido da plataforma.
O instrumento extrajudicial também afirma que no início de outubro, o perfil do senador aparecia recomendado nas buscas do Instagram, mas o de Lula não em certas pesquisas. Já no WhatsApp, a busca pelo canal suspenso “Exército do Lula” pelo TSE passou a sugerir o canal “Tropa do Flávio”. O texto cita reportagem da Folha de S.Paulo, em que a Meta reconheceu parte dos episódios.
Houve ainda, segundo o relatório, situação em 14 de outubro em que a ferramenta de IA do Whatsapp gerava peça “FLÁVIO 22” e “VOTE 22!”, porém não produzia pedidos equivalentes com o nome de Lula.
O grupo solicita instauração de procedimento de apuração, com oitiva de Flávio Bolsonaro, do tesoureiro da campanha, Marcelo Lopes de Azevedo, da Meta e de seus dirigentes Conrado Leister e Laura Chiavone. A cooperação jurídica internacional dos Estados Unidos para obter registros da Meta Platforms também foi reivindicada.
Há pedido também de chamados e mensagens internas, dados de alcance e histórico dos filtros e configurações dos sistemas de recomendação da Meta e compartilhamento dos documentos entregues pela empresa, sob sigilo, na Representação nº 0602746-69.2026.6.00.0000, em curso no TSE.
Fonte: Sputnik Brasil.
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