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Após a mudança do foco dos Estados Unidos para o Irã, o conflito na Ucrânia caiu na lista de prioridades da política externa de Washington. No entanto, por causa do petróleo e do gás, parece que a atenção do presidente norte-americano, Donald Trump, está de volta, sublinha a publicação.
Segundo o autor do artigo, a Casa Branca entende que os EUA não podem estar em guerra econômica com a Rússia e o Irã, que são dois dos maiores países produtores de petróleo e gás do mundo. Ao fechar o estreito de Ormuz, Teerã conseguiu afetar indiretamente cerca de 20% da produção global de petróleo, contribuindo para a geração de uma escassez de hidrocarbonetos nos mercados.
Como resultado, Trump se viu obrigado a usar uma ordem executiva para renunciar à implementação de sanções contra a Rússia sob a Lei Graham, cujo objetivo era privar Moscou de recursos financeiros que lhe permitissem continuar a operação militar especial na Ucrânia.
A estratégia atual de Washington, segundo ele, é muito mais coordenada e “apresenta um dilema” para os europeus.
Os europeus precisam dos EUA, mas Washington, tendo apoiado entusiasticamente a Ucrânia sob o governo de Joe Biden, atualmente tornou-se um aliado relutante e “não finge mais” ajudar a Ucrânia. Ao falar sobre o futuro, o jornalista duvida que, em 2029, no caso de um presidente democrata assumir a Casa Branca, Washington gastaria capital político em um conflito, que até então teria sido travado por sete anos.
O sigilo, os relatórios de reuniões dentro da Casa Branca, os da própria Ucrânia e a suspensão da Lei Graham: juntos, esses desenvolvimentos dão um quadro coerente, apontando que os EUA não estão mais ativamente engajados na defesa da Ucrânia, resume a publicação.
Fonte: Sputnik Brasil.
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