Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio

No exterior, o dólar também perdeu força, enquanto as bolsas de Nova York avançaram e o petróleo fechou praticamente estável. Principais números Dólar à vista: R$ 4,975 (-0,55%); Dólar no ano: queda de 9,37%; Ibovespa: 205.835,29 pontos (-0,52%); Ibovespa em outubro: alta de 10,46% Ibovespa no ano: alta de 27,75% Petróleo Brent: US$ 100,58 (+0,26%); Petróleo WTI: US$ 89,44 (+0,01%). Taxa de câmbio Dólar cai a R$ 5, e bolsa sobe quase 8% após primeiro turno. Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo em poço da Margem Equatorial. Focus: mercado eleva previsão da inflação para 5,01% em 2026. A moeda chegou a cair mais durante a manhã. A mínima foi de R$ 4,945, às 10h11, o que representou baixa de 1,14% no momento. Com o resultado desta terça-feira, o dólar acumula queda de 9,37% em 2026. Nos dois últimos pregões, a baixa chega a 4,62%, considerando o tombo de 4,12% registrado na segunda-feira. A reação do real continua relacionada ao resultado do primeiro turno. Investidores avaliam que uma eventual mudança de governo poderia reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros e abrir espaço para uma agenda de ajuste fiscal. O movimento também foi favorecido pelo ambiente externo. O dólar recuou diante de outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso chileno. No exterior, o índice DXY, que mede a força da moeda americana contra uma cesta de seis divisas, caía 0,31%, aos 101,848 pontos, no fim da tarde. Ibovespa faz ajuste Depois de disparar 7,85% na segunda-feira e alcançar recordes históricos, o Ibovespa fechou esta terça-feira em queda de 0,52%, aos 205.835,29 pontos. O índice oscilou entre 204.725,23 pontos, na mínima, e 209.522,60 pontos, na máxima. O volume financeiro do pregão somou R$ 58,06 bilhões. Apesar da queda, o indicador permaneceu acima dos 200 mil pontos. Em outubro, após quatro pregões, o Ibovespa acumula alta de 10,46%. No ano, o avanço chega a 27,75%. A queda foi interpretada como um movimento de realização de lucros depois da alta provocada pelo resultado eleitoral. Na segunda-feira, o índice havia registrado a maior valorização diária em anos e renovado máximas históricas. Petróleo sobe pouco O petróleo fechou a terça-feira praticamente estável, com os investidores equilibrando preocupações geopolíticas no Oriente Médio e sinais de maior oferta da commodity. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, subiu 0,26% e terminou a sessão a US$ 100,58. O barril WTI, do Texas, avançou 0,01%, para US$ 89,44. O mercado acompanhou as tensões envolvendo os houthis, no Iêmen, e a Arábia Saudita, além das condições de transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, sinais de resiliência da oferta limitaram a alta. O ministro de energia da Arábia Saudita informou que o Oleoduto Leste-Oeste transportou 5,8 milhões de barris, apesar das hostilidades na região. O Departamento de Energia dos Estados Unidos também elevou suas projeções para o preço do Brent, estimando US$ 96 por barril em 2026 e US$ 84 em 2027. *com informações da Reuters. Fonte: Agência Brasil https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-desde-maio
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