Por determinação do Ministério da Justiça, produtos com mais de
1% de transgênicos devem agora estampar no rótulo uma identificação - que você vê ao lado - sobre a presença de ingredientes geneticamente modificados. Como tudo o que cerca o assunto acaba criando uma certa polêmica, a medida satisfaz alguns e desagrada outros. Acompanhe as opiniões a respeito.
Para a advogada Maria Inês Dolci, da PRO TESTE - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a medida é bem-vinda."A identificação ajudará a rastrear possíveis danos ao meio ambiente e à saúde”, salienta."Mas é preciso ficar de olho para que o decreto seja mesmo cumprido." Ela relaciona os principais candidatos a embutir transgênicos: alimentos à base de soja, misturas semiprontas para pudim, pipoca, cereais matinais, batata frita e papinhas para bebês.
Já o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Abran - Associação Brasileira de Nutrologia - não gosta muito da idéia. Para ele o tal símbolo pode assustar. "Ele remete àqueles avisos de radioatividade compara. Na opinião do médico, os rótulos deveriam priorizar informações mais detalhadas sobre a composição nutricional, além de apontar os agrotóxicos."Há muito tempo consumimos produtos geneticamente modificados e nunca surgiram evidências de que sejam prejudiciais afirma.
Em cena a gordura trans. No mesmo papel de vilã
O ingrediente que aparece em margarinas, sorvetes cremosos e ainda em biscoitos cream craker continua na berlinda. Agora uma investigação da Universidade de São Paulo em cobaias mostra que esses ácidos graxos podem ser incorporados em tecidos do coração e do fígado. "Ainda não se sabe até que ponto esse acúmulo é perigoso", reconhece o bioquímica Jorge Mancini, líder do estudo. Mas, enquanto não surgem novos estudos a respeito, é bom não dar moleza a moléculas desse tipo, tão associadas a doenças cardiovasculares.




