As pessoas começam experimentando drogas só para ver como é e depois se entregam a elas quando sentem carência, medo ou insegurança. Mas o problema é que o álcool, a maconha, a cocaína causam dependência química. Para o viciado, o uso da droga não tem nada a ver com vontade, se transforma numa necessidade do corpo. E aí entra a religião, pois a fé pode ajudar a sair dessa. "Existe um vazio muito grande nessas pessoas e Deus o preenche", explica o psicólogo Afonso Celso, que trabalha com dependência química há 13 anos.
O Catolicismo
Os católicos acreditam que as pessoas já nascem com uma tendência para usar drogas e que, quando entram em contato com elas, acabam se viciando. Para ajudar os dependentes, algumas comunidades oferecem cursos, núcleos de orações, missas para os viciados e suas famílias e acompanhamento psicológico.
O Evangelismo
Assim como os católicos, os evangélicos acreditam que os viciados possuem um grande vazio que deve ser preenchido com Deus. Por isso, oferecem orientação espiritual e internação. Aqueles que não precisam ficar internados são acompanhados de perto pela igreja.
O Budismo
O Budismo de Nitiren Daishonin tem uma visão diferente da católica e da evangélica sobre os viciados. Eles acreditam que a dependência química é uma "tendência cármica", ou seja, é a conseqüência de todas as ações que uma pessoa teve nesta e em outras vidas. Os budistas ajudam os dependentes a encontrar equilíbrio espiritual através de ensinamentos religiosos e de uma oração específica para sair do vício. Eles também oferecem apoio médico e atividades culturais. Mas o tratamento só é oferecido aos associados.
O Candomblé – Ketu
O zelador de santo Jorginho Ochaguian explica que o vício em drogas pode ter várias causas: tendência da pessoa, fraqueza espiritual, o domínio de Egun ou Ekuru, que são espíritos negativos, influências do ambiente onde a pessoa vive ou mesmo feitiço. "É muito importante, nesses casos, que os zeladores tenham muita atenção para descobrir qual o Odu (destino) e os Orixás corretos do dependente químico. Este é um trabalho difícil, que exige profundos conhecimentos de magia", diz Jorginho.
Os "trabalhos" (magias) realizados pelo candomblé costumam dar os primeiros resultados depois de 3 meses. A vantagem é que o tratamento pode ser encomendado ao pai-de-santo sem que o dependente saiba ou sem que esteja presente nos rituais.
TEM CURA?
Murilo Asfora, ex-presidente do CEAD (Conselho Estadual Antidrogas do Rio de Janeiro) explica que "a dependência química não tem cura. O segredo da recuperação é nunca mais se aproximar das drogas. E essa força a pessoa encontra dentro do AA (Alcóolicos Anônimos) e do NA (Narcóticos Anônimos), que devem freqüentar por toda a vida".
DICAS IMPORTANTES:
• A pessoa precisa desejar se livrar da dependência, caso contrário ninguém conseguirá ajudar.
• Não adianta internar um viciado na marra. Quando eles não querem, ficam por pouco tempo nas clínicas e, quando saem, voltam a usar drogas.
Telefones Úteis:
Alcoólicos Anônimos: (Oxx11) 3315-9333
Narcóticos Anônimos: (Oxx11) 5594-5657
Salmo 138
Poderoso contra o vício
Eu Te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; na presença dos deuses a Ti cantarei louvores.
2. Inclinar-me-ei para o Teu santo templo, e louvarei o Teu nome pela Tua benignidade e pela Tua verdade; pois engrandeceste a Tua palavra acima de todo o Teu nome.
3. No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.
4. Todos os reis da Terra Te louvarão, ó Senhor; quando ouvirem as palavras da Tua boca;
5. E cantarão os caminhos do Senhor, pois grande é a glória do Senhor.
6. Ainda que o Senhor seja excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.
7. Andando eu no meio da angústia, Tu me reviverás; estenderá a Tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a Tua destra me salvará.
8. O Senhor aperfeiçoará o que me toca; a Tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não desampares as obras das Tuas mãos.
