Outra opção de tratamento é a alcoolização. O método foi criado pelo ginecologista Lucilo Ávila, de Recife, há cinco anos. Consiste em injetar álcool – próprio para medicina – no mioma através de uma agulha bem fina colocada no transdutor vaginal. "O álcool promove um entupimento de vasos no organismo. No caso dos miomas, eles deixam de ser nutridos e encolhem", afirma Ávila. Para acertar o alvo, o médico acompanha as imagens através do ultra-som. De acordo com ele, o procedimento é mais rápido que a embolização e tem custo baixo. Além disso, em um dia a mulher pode retomar sua rotina normal. "A alcoolização não faz o mioma sumir, mas aniquila para sempre todos os seus malefícios e reduz o volume do nódulo pela metade", conclui Ávila.
Várias formas
Existem três tipos de mioma. A classificação se dá a partir da localização desses nódulos
Subserosos: são os miomas mais externos, crescem para fora do útero. Nesse tipo nao há hemorragia, mas com o cresCimento a mulher sente os órgãos internos – como bexiga e intestinos serem comprimidos, provocando dores e desconforto.
Intramurais: esses são os mais comuns. Formam-se na parede uterina e podem produzir os mesmos sintomas dos miomas subserosos, além de alteração no fluxo menstrual.
Submucosos: são os menos frequentes. Crescem abaixo do endométrio (camada Interna que recobre o útero) e causam significativas hemorragias genitais ou sangramento menstrual abundante ou prolongado.
