Embolização e alcoolização

Uma técnica usada com bastante sucesso é a emboliza ção. Nesse procedimento um fino tubo de plástico-catéter – é introduzido através de um corte de dois milímetros na virilha. É usada uma anestesia local. Com as imagens transmitidas pelo cateter, é possível alcançar as artérias que alimentam o útero e o mioma. Ali se injeta embolizantes – material sintético fino como um grão de areia – que interrompe a passagem do fluxo sangüíneo. "Sem essa irrigação, os miomas não tem como se alimentar e acabam murchando", explica Basbaum. Na embolização o útero não é agredido e o procedimento cirúrgico é muito rápido, dura cerca de uma hora. Nos casos extremos em que o mioma é muito grande, os médicos associam a embolização com outra cirurgia para retirar o que sobra do mioma. Depois do primeiro mês da embolização, 90% das mulheres que tinham sangramentos intensos voltam a ter menstruações normais. Após o tercei¬ro mês, 95% livram-se também das cólicas menstruais.

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Outra opção de tratamento é a alcoolização. O método foi criado pelo ginecologista Lucilo Ávila, de Recife, há cinco anos. Consiste em injetar álcool – próprio para medicina – no mioma através de uma agulha bem fina colocada no transdutor vaginal. "O álcool promove um entupimento de vasos no organismo. No caso dos miomas, eles deixam de ser nutridos e encolhem", afirma Ávila. Para acertar o alvo, o médico acompanha as imagens através do ultra-som. De acordo com ele, o procedimento é mais rápido que a embolização e tem custo baixo. Além disso, em um dia a mulher pode retomar sua rotina normal. "A alcoolização não faz o mioma sumir, mas aniquila para sempre todos os seus malefícios e reduz o volume do nódulo pela metade", conclui Ávila.
 
Várias formas

Existem três tipos de mioma. A classificação se dá a partir da localização desses nódulos
 
Subserosos: são os miomas mais externos, crescem para fora do útero. Nesse tipo nao há hemorragia, mas com o cresCimento a mulher sente os órgãos internos – como bexiga e intestinos serem comprimidos, provocando dores e desconforto.

Intramurais: esses são os mais comuns. Formam-se na parede uterina e podem produzir os mesmos sintomas dos miomas subserosos, além de alteração no fluxo menstrual.

Submucosos: são os menos frequentes. Crescem abaixo do endométrio (camada Interna que recobre o útero) e causam significativas hemorragias genitais ou sangramento menstrual abundante ou prolongado.

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