As últimas sobre a AIDS

O ponto fraco do HIV
 
A vulnerabilidade do vírus culpado por destrambelhar o sistema imune de seus portadores atende pela sigla gp120.
Trata-se de uma proteína que auxilia o microorganismo a se propagar pelas células de defesa do corpo.

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Cientistas do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos descobriram que um anticorpo denominado b12 bloqueia a ação da molécula. "Ele se gruda a essa proteína, impedindo
o vírus de invadir as células", explica a infectologista Eliana Gutierrez, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O resultado da pesquisa pode abrir caminho para o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV.

Por que é tão difícil conseguir uma vacina? Ele é um mutante de marca maior. É justamente essa capacidade de se modificar ao bel-prazer que dificulta a obtenção de um imunizante. A proteína gp120,
no entanto, é um dos poucos elementos do microorganismo que não passam por nenhum tipo de metamorfose. Essa peculiaridade pode ajudar os cientistas a chegar a uma vacina eficaz contra o HIV.

Estratégia de defesa: Entenda como o anticorpo b12 impede que o HIV infecte células do sistema imune.

O HIV possui uma proteína batizada de gp120. Sua função é se ligar a um receptor chamado CD4, que fica localizado na superfície do linfócito T, uma célula de defesa.

Ao se fixar no receptor CD4 a proteína abre alas para o vírus se instalar no linfócito T.

O anticorpo b12 tem um encaixe muito semelhante ao receptor CD4. Ele então atrai o HIV e se conecta à proteína gp120.

Dessa forma o vírus não consegue invadir a célula e acaba morrendo

Circuncisão diminui a incidência do mal

O procedimento, que consiste na retirada do prepúcio, a pele que recobre a cabeça do pênis, passou a ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma medida complementar para diminuir o número de novos casos de infecções pelo HIV no globo. A decisão se baseou em estudos que mostram um risco até 60% menor de homens heterossexuais e circuncidados contraírem o microorganismo. "As células do prepúcio parecem ser mais vulneráveis à contaminação pelo vírus", explica a infectologista Alda Maria da Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A circuncisão, no entanto, não dispensa o uso do preservativo.

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