A gagueira é um problema de fundo emocional ou físico?
"Alguns acham que é só emocional e outros pensam que é orgânico", diz Fernanda Miranda. As razões psicológicas costumam estar ligadas ao medo. Entre os 2 e os 3 anos de idade, no entanto, é natural que a criança gagueje um pouco. Isso porque ela já pensa com rapidez, mas os órgãos envolvidos na fala não acompanham a velocidade do pensamento. Com o tempo, passam a trabalhar no mesmo ritmo e a gagueira vai embora.
Dá para estimular a fala nos bebês?
"A melhor coisa a fazer é conversar muito com eles", ensina Rita Cardoso, da USP. Não só com palavras, mas também com gestos e sons. "Também é bom que os pais façam barulhos, como os de um carro", diz ela. "O bebê, depois, os imita e fortalece a musculatura da boca", acrescenta Adriana Garcia. Quanto mais os adultos interagirem com a criança, melhor será sua fala.
Por que crianças de 1 a 3 anos criam um vocabulário próprio quando falam?
Nessa idade, elas ainda não emitem todos os sons de que um adulto é capaz. "Falar exige uma habilidade fantástica", diz Zelita Guedes, fonoaudióloga da Universidade Federal de São Paulo. A dificuldade está nas palavras compridas ou com duas consoantes juntas, como o "pr". Então, como ela quer muito falar, pega um atalho e inventa.
Quem não ouve também não fala? Por quê?
"Sem ouvir, a criança não tem um modelo para seguir", diz Adriana Garcia, fonoaudióloga de São Paulo. Mas, se a surdez for leve, ela vai se orientar pelo movimento dos lábios dos outros. "É claro que seu jeito de pronunciar as palavras será sempre um pouco distorcido." Os estímulos são ainda mais importantes. Se ela não for bem acompanhada pelos pais, não vai falar.
A fala tardia pode alterar o desenvolvimento intelectual?
"A linguagem organiza o pensamento", explica a fonoaudióloga Femanda Miranda, da Universidade de São Paulo. Se demorar para falar, a criança terá dificuldades para executar atividades como contar histórias ou ir ao teatro. "Além disso, terá menos oportunidades para perguntar e expor suas idéias", diz Marcia Helena Lopes, fonoaudióloga de Curitiba, no Paraná.
"Alguns acham que é só emocional e outros pensam que é orgânico", diz Fernanda Miranda. As razões psicológicas costumam estar ligadas ao medo. Entre os 2 e os 3 anos de idade, no entanto, é natural que a criança gagueje um pouco. Isso porque ela já pensa com rapidez, mas os órgãos envolvidos na fala não acompanham a velocidade do pensamento. Com o tempo, passam a trabalhar no mesmo ritmo e a gagueira vai embora.
Dá para estimular a fala nos bebês?
"A melhor coisa a fazer é conversar muito com eles", ensina Rita Cardoso, da USP. Não só com palavras, mas também com gestos e sons. "Também é bom que os pais façam barulhos, como os de um carro", diz ela. "O bebê, depois, os imita e fortalece a musculatura da boca", acrescenta Adriana Garcia. Quanto mais os adultos interagirem com a criança, melhor será sua fala.
Por que crianças de 1 a 3 anos criam um vocabulário próprio quando falam?
Nessa idade, elas ainda não emitem todos os sons de que um adulto é capaz. "Falar exige uma habilidade fantástica", diz Zelita Guedes, fonoaudióloga da Universidade Federal de São Paulo. A dificuldade está nas palavras compridas ou com duas consoantes juntas, como o "pr". Então, como ela quer muito falar, pega um atalho e inventa.
Quem não ouve também não fala? Por quê?
"Sem ouvir, a criança não tem um modelo para seguir", diz Adriana Garcia, fonoaudióloga de São Paulo. Mas, se a surdez for leve, ela vai se orientar pelo movimento dos lábios dos outros. "É claro que seu jeito de pronunciar as palavras será sempre um pouco distorcido." Os estímulos são ainda mais importantes. Se ela não for bem acompanhada pelos pais, não vai falar.
A fala tardia pode alterar o desenvolvimento intelectual?
"A linguagem organiza o pensamento", explica a fonoaudióloga Femanda Miranda, da Universidade de São Paulo. Se demorar para falar, a criança terá dificuldades para executar atividades como contar histórias ou ir ao teatro. "Além disso, terá menos oportunidades para perguntar e expor suas idéias", diz Marcia Helena Lopes, fonoaudióloga de Curitiba, no Paraná.




