Diabete quadruplica o risco de doenças cardiovasculares

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Nenhum outro problema de saúde cresce de maneira tão assustadora em gente de todas as idades e origens. Mas da para prevenir o diabete. Da ainda para evitar aqueles males decorrentes da doença, no caso de quem já é portador dela. A primeira arma e a informação. Por isso, SAÚDE! Fez a cobertura completa do 120 Congresso Latino Americano de Diabetes, que reuniu 2 mil especialistas em São Paulo, no mês passado. E participou de um encontro com cientistas em Copenhague, na Dinamarca. Assim você saberá o que os médicos estão debatendo, as novidades que acabam de descobrir. Tudo explicado em uma linguagem clara – a tradução do medicines e por nossa conta.Prevê-se que, em 25 anos, a população de diabéticos duplicará.O mero título de diabético quadruplica o risco de doenças cardiovasculares. “A glicose alta e um tremendo contribuinte do infarto agudo”, aponta Bernardo Wajchenberg, coordenador do Núcleo de Diabetes e Coração do Incor, em São Paulo. O sangue açucarado deixa a parede dos vasos mais permeável à gordura e a brecha para um entupimento começar. A resistência a insulina – quando o organismo não utiliza direito o hormônio disponível- atrapalha também. “O acumulo dessa substância na circulação facilita a oxidação do colesterol ruim, que dai se depositara nas artérias”, explica Saulo Cavalcanti, do Departamento de Complicações Crônicas da Sociedade Brasileira de Diabetes. No evento do mês passado, ficou claro que o diabético costuma ter triglicérides e colesterol nas alturas. Esse coquetel de fatores torna a doença cardiovascular sua principal causa de morte. Tanto que os especialistas estão mudando o enfoque do tratamento: “O diabete não e só descontrole da glicose, mas sim uma doença do coração”, enfatiza Antonio Roberto Chacra, presidente da Associação Lati¬no-Americana de Diabetes. 35% dos 2.446 pacientes atendidos, entre 1997 e 1999, na Unidade de Doença Coronariana do Incor tinham diabete.Quase diabético? Os especialistas não têm mais dúvida do que responde: sim, é possível ser um quase diabético. Hoje se fala em uma fase anterior à doença a pré-diabete. Quem, em jejum, fica com uma glicose entre 100 e 125 miligrama por decilitro de sangue é classificado desse jeito pela Associação Americana de Diabete. Mas os estudos sobre o tema provam que da para reverter o processo apenas com dieta e exercício. “O individuo nessa condição precisa mesmo mudar o estilo de vida, porque, uma vez desenvolvida a doença, o tratamento fica bem mais complicado”, avisa o endocrinologista Ruy Lyra, da Universidade Federal de Pernambuco. Fase de alerta:99* são normais;100* a 125* pré-diabetes;126* são diabéticos

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