ONU não acredita que a autorregulamentação das empresas de IA seja suficiente para mitigar os riscos

O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou na terça-feira (29) uma reunião na Casa Branca com os principais executivos de companhias norte-americanas que desenvolvem inteligência artificial. Entre os resultados do encontro, empresas como Google, Anthropic, OpenAI, xAI, Meta (banida na Rússia por ser considerada extremista) e Nvidia assinaram um compromisso para fortalecer a supervisão interna de seus modelos de IA.
Nas últimas semanas, um debate público sobre os riscos relacionados à IA se intensificou. Dois funcionários da Anthropic expressaram a opinião de que há probabilidade de 10% de que a IA possa destruir a humanidade na próxima década. Em 12 de setembro, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração global no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial mais poderosos, citando preocupações com a segurança. Os empresários norte-americanos Elon Musk e Sam Altman apoiaram a ideia.
Em 22 de setembro, Guterres enfatizou que a IA jamais deve ser autorizada a tomar decisões de vida ou morte. Dias antes, o secretário-geral havia citado a perda de controle sobre a tecnologia como uma das atuais ameaças existenciais que a humanidade enfrenta.
Nesta quinta-feira (1°), o presidente russo, Vladimir Putin, defendeu, durante a sessão plenária da XXIII edição anual do Clube Valdai de Discussões Internacionais, que o mundo precisa desenvolver regras para o uso da inteligência artificial em tempo hábil.
"Seria muito bom se pudéssemos elaborar, em tempo hábil, as regras para o uso desse mecanismo [IA] no interesse de toda a humanidade", afirmou.
Putin ainda ressaltou a capacidade humana sobre a inteligência artificial, em especial para orientar decisões militares: um soldado soviético salvou o mundo da guerra nuclear, "se [há] uma inteligência artificial em seu lugar, as coisas poderiam ter terminado de forma bem diferente".

Fonte: Sputnik Brasil.

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