Armas dos EUA no espaço podem provocar uma 'guerra nas estrelas'? Especialista explica (VÍDEOS)

Conforme explica Raquel dos Santos, professora de relações internacionais no Instituto de Estudos Estratégicos (Inest) da Universidade Federal Fluminense (UFF), em entrevista à Sputnik Brasil, o cenário atual não aponta para uma guerra cinética com confrontos físicos no espaço ao estilo da ficção científica. Em vez disso, a prioridade estratégica reside nos desenvolvimentos tecnológicos voltados para dar suporte a operações na Terra, como a guerra eletrônica.
Nesse sentido, a pesquisadora, cujo trabalho envolve as intersecções entre geopolítica e espaço sideral, também detalha outras modalidades de conflito originadas da experiência aeroespacial. No caso dos Estados Unidos, essa dinâmica ganha contornos práticos por meio das doutrinas operacionais da Força Espacial Americana.
Para contextualizar a estratégia de dissuasão militar espacial norte-americana, Raquel relembra os conceitos de astropolítica de Everett Dolman, teórico estadunidense que define o espaço como a nova fronteira dos teatros de operações. No entanto, embora o cosmos já seja tratado formalmente como um domínio de combate, a professora ressalta que ainda não se pode afirmar que uma guerra espacial aberta esteja de fato em curso.
De acordo com a especialista, a corrida espacial está longe de ser um fenômeno recente: durante a Guerra Fria, a disputa pelo cosmos já era protagonizada pelas duas superpotências da época, a União Soviética e os EUA.
Outro ponto levantado por Raquel dos Santos é que, além dos Estados Unidos, outros países protagonizam a exploração espacial, como Rússia, China e Índia, que possuem conhecimento e pesquisas avançadas no setor.
O avanço de inovações disruptivas tornou a exploração espacial indispensável. Diante de um cenário internacional conturbado por conflitos em diversas partes do globo, o espaço sideral inevitavelmente assume um papel estratégico e militar central.

Fonte: Sputnik Brasil.

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