Várias podem ser as causas de um vício: a insegurança, a vaidade, a idéia de não ser uma pessoa boa o suficiente etc. Em todos esses casos, a forma como o indivíduo se vê acaba gerando uma pressão emocional muito grande - que alguns tentam aliviar com o consumo de álcool, cigarro ou quaisquer outras drogas.
Para tais criaturas, é um grande alívio relaxar, poder se expressar de maneira mais fácil... Dá-lhes uma agradável sensação de bem-estar. Daí, o principal motivo que dificulta o abandono dos vícios é um só: elas gostam deles. Afinal, quando bebe ou se droga, o inseguro, que normalmente não acredita na própria capacidade e sempre se coloca em último lugar, perde o controle mental. Torna-se ousado e essa sensação é muito prazerosa, de tal sorte que ele deseja cada vez mais sentir-se assim.
Quando não confia em si mesmo, a pessoa se retrai. Mas continua sonhando em ser socialmente aceita. Então, finge ser mais do que é na ilusão de, assim, conseguir o que deseja. Procura se autoafirmar, promover-se, ter um desempenho muito acima de suas possibilidades. Sob essas circunstâncias, vive entre dois extremos. Vai do excesso de euforia à depressão e, em ambos os casos, o álcool e a droga aliviam o desconforto, ajudando-a a esquecer sua dor. Em todos os casos, o viciado é alguém que vive muito fora da realidade.
Ao nascer, o espírito pode, sim, já trazer essa personalidade - desenvolvida em anteriores encarnações. Mas a finalidade é melhorar e, para tanto, eles precisam fazer a sua parte no processo. Desde cedo os pais precisam estar atentos para identificar essas tendências e, assim, ajudar os filhos. O primeiro passo? Não serem superprotetores, pois não estabelecendo limites nem disciplina, contribuem para que as crianças cresçam sem conseguir reagir e vencer.
A superproteção os torna mais dependentes do que são e impede que testem a própria capacidade. Afinal, vivem acomodados na certeza de que alguém sempre fará tudo para ele. O problema é que, fora do lar, a vida não funciona assim e o mundo certamente cobrará um desempenho mais real para o qual eles não estão emocionalmente preparados. Seja na vida afetiva, na profissional e até na social... Não importa: onde desejarem ter sucesso, terão de enfrentar a desilusão e a descoberta de seus pontos fracos.
A influência de espíritos viciados ocorre de fato, mas eles não induziram ao vício. Pelo contrário: foram atraídos por ele. Ao se ligarem com o viciado, há uma troca energética entre ambos e eles sentem o efeito das drogas, do que se privaram depois da morte. Por isso, quando o viciado quer largar o vício, além da ajuda médica, deve buscar ajuda espiritual para afastar esses espíritos e facilitar a recuperação.
Cada um é responsável pelas suas escolhas. Não existe vítima. Mas todos têm o poder de mudar. Basta querer!




