Cercada por uma aura de mistério e magia, ela é símbolo ao mesmo tempo de regeneração e renascimento e também considerada mensageira dos mundos subterrâneos ou infernais.
Por amor ou por ódio, as serpentes acompanham o ser humano desde a origem do mundo. Elas aparecem em to as as culturas, religiões e sistemas de crenças, sempre como símbolos de transformação, de sagacidade e inteligência. "A serpente significa libertação.
Por amor ou por ódio, as serpentes acompanham o ser humano desde a origem do mundo. Elas aparecem em to as as culturas, religiões e sistemas de crenças, sempre como símbolos de transformação, de sagacidade e inteligência. "A serpente significa libertação.
Seu símbolo é ligado à transcendência por ser tradicionalmente uma criatura do mundo subterrâneo, portanto, um mediador entre dois planos existenciais. Vinda, em sentido figurado, das profundezas da Mãe-Terra, ela é uma manifestação simbólica do inconsciente coletivo", diz José Odair da Silva, historiador.
O encanto que o homem sente pelas serpentes vem desde o paleolítico, na pré-história. Na época, os seres humanos já desenhavam figuras de serpentes nas paredes das cavernas. Para essas culturas primitivas, a serpente representava um elo de ligação entre o mundo humano e o espiritual.
O encanto que o homem sente pelas serpentes vem desde o paleolítico, na pré-história. Na época, os seres humanos já desenhavam figuras de serpentes nas paredes das cavernas. Para essas culturas primitivas, a serpente representava um elo de ligação entre o mundo humano e o espiritual.
A serpente simboliza "passagem", a porta de comunicação entre um plano e o outro. Tal capacidade é personificada, de um lado, pelo seu comportamento ágil e rasteiro. De outro, pelo fato de esses répteis trocarem de pele todos os anos, sugerindo um "renascimento".
Todos esses significados atribuídos às serpentes chegaram até os nossos tempos, e foram plenamente absorvidos pela nossa cultura. Ao longo da história e das civilizações, a eles foram somados outros simbolismos e conotações. Mas um simbolismo em particular é comum a todas as culturas: a serpente é o animal por excelência da magia e da transmutação.
Por pertencer ao mundo subterrâneo, o simbolismo da serpente apresenta características benéficas e maléficas ao mesmo tempo. Durante seus rituais, alguns povos xamânicos vestem-se como serpentes quando desejam penetrar no mundo sobrenatural para, de lá, alcançarem uma visão mais aguçada do mundo que existe além terra.
Todos esses significados atribuídos às serpentes chegaram até os nossos tempos, e foram plenamente absorvidos pela nossa cultura. Ao longo da história e das civilizações, a eles foram somados outros simbolismos e conotações. Mas um simbolismo em particular é comum a todas as culturas: a serpente é o animal por excelência da magia e da transmutação.
Por pertencer ao mundo subterrâneo, o simbolismo da serpente apresenta características benéficas e maléficas ao mesmo tempo. Durante seus rituais, alguns povos xamânicos vestem-se como serpentes quando desejam penetrar no mundo sobrenatural para, de lá, alcançarem uma visão mais aguçada do mundo que existe além terra.
O mundo do inconsciente profundo, segundo os psicólogos. O mundo dos espíritos, de acordo com os xamãs. Os xamãs da Sibéria, por exemplo, usam indumentárias de serpentes acreditando que, assim fazendo, adquirem os poderes e as potencialidades desses répteis. Para tais xamãs, a "medicina da serpente" está associada ao poder de transmutação do símbolo.
"A serpente é a mensageira da cura. Ela anuncia a transmutação dos nossos pensamentos. A cura acontece quando aprendemos a lição que nossa alma solicita e aceitamos a transformação", diz Denis Rojas, estudioso de xamanismo. "Pessoas que conseguem liderar multidões, exercendo um fascínio hipnótico sobre as massas, têm a serpente corno aliada do seu poder. Músicos e artistas de sucesso, grandes líderes de nações são exemplos de pessoas nas quais a energia simbólica da serpente está ativada", afirma Denis.
A sensualidade e a sexualidade 6 também pertencem ao reino simbólico das serpentes. Na Índia, as serpentes míticas são chamadas de Nagas e veneradas corno divindades ligadas à criatividade e à sexualidade. Acredita-se que urna Naga feminina pode surgir na forma de mulher e inclusive se casar com homens mortais. Costumam ser excelentes esposas, com um único problema: quando traídas, transformam-se em seres demoníacos capazes de perpetrar vinganças de extrema violência.
Também na Índia, o tantrismo um dos principais sistemas de desenvolvimento espiritual surgidos e desenvolvidos ali - costuma representar a força kundalini com a imagem de urna serpente. Na metafísica tântrica, a kundalini, também chamada de "fogo serpentino", é urna força localizada sobretudo na base da coluna vertebral e que, ao ascender pela coluna, pode chegar ao cérebro e provocar o fenômeno da "iluminação", ou "despertar da consciência espiritual".
Curiosamente, a kundalini também está estreitamente ligada às energias sexuais. Os grandes mestres da ioga tântrica afirmam que, "quando a serpente kundalini desperta, em geral com o uso de técnicas da ioga, ela faz surgir na pessoa um poder realizador e criativo sem limites", complementa Rojas.
Também na África, as serpentes são temidas e respeitadas, e utilizadas com freqüência para representar divindades do panteão animista africano. Este é o caso, por exemplo, do orixá Oxumarê, da mitologia ioruba, representado pelo arco-íris: a "serpente do céu". Em alguns países africanos, quem matasse urna cobra píton poderia ser condenado à morte. Num relato, o grande explorador inglês Richard Burton - descobridor das nascentes do Rio Nilo - conta a morte de um matador de pítons.
Já para os índios guaranis do Brasil' a serpente está associada à coluna vertebral- o eixo que sustenta o ser humano e o mantém erguido. Essa cultura acredita que a força da serpente se confunde com o poder gerador de vida da Grande Mãe, a Terra. Portanto, é fácil compreender porque a presença da serpente e dos simbolismos a ela correlatos é tão forte nas superstições e crenças populares.
Uma crença brasileira diz que, se urna mulher grávida for assustada por urna cobra, a criança nascerá com problemas na garganta. Em urna outra crença popular, norte-americana, os guizos de urna cascavel são colocados na água que a parturiente bebe para facilitar o parto. Em algumas regiões da Inglaterra, acredita-se que o couro seco de serpente protege a casa contra o fogo.
É na mitologia que a serpente tem a presença mais forte e determinante. Nos diferentes sistemas mitológicos elas podem aparecer como monstros, como deuses, ou como entidades espirituais que os acompanham. Uma serpente aparece enrolada no bastão de Esculápio, o deus romano da medicina, representando uma força mediadora entre a Terra e o céu. Também na Grécia, e graças ao seus atributos de regeneração, a serpente está estreitamente ligada à medicina e à cura.
A própria imagem do caduceu do deus Hermes (o Mercúrio romano) - um dos símbolos da medicina - aparece como uma haste na qual duas serpentes se entrelaçam. Como se vê, em quase todas as culturas a serpente desliza livremente entre o bem e o mal. Entre os astecas e os maias, ela aparece como o deus Quetzalcoatl, a "serpente emplumada", uma combinação de serpente e pássaro criada para representar a fusão entre o céu e a Terra.
Em contrapartida, como as serpentes simbolizam também os aspectos terríveis das forças dos mundos subterrâneos, elas aparecem na forma de monstros maléficos em constante combate com os deuses e os heróis mitológicos. É o caso da Medusa, figura terrível de mulher com serpentes vivas no lugar dos cabelos. Ninguém podia fitar diretamente o vulto da Medusa, sob pena de ser imediatamente transformado em pedra.
É também o caso da Hidra de Lema, serpente gigantesca dotada de muitas cabeças. Cada vez que uma delas era decepada, outras duas nasciam no mesmo lugar. No Egito, há o mito do deus Seth, que assumiu os atributos de uma serpente monstro, Tifon. E, ainda na Grécia, é preciso lembrar do episódio no qual o herói Hércules esgana Hidra, e daquele no qual um outro herói, Perseu, corta a cabeça da Medusa.
"A serpente é a mensageira da cura. Ela anuncia a transmutação dos nossos pensamentos. A cura acontece quando aprendemos a lição que nossa alma solicita e aceitamos a transformação", diz Denis Rojas, estudioso de xamanismo. "Pessoas que conseguem liderar multidões, exercendo um fascínio hipnótico sobre as massas, têm a serpente corno aliada do seu poder. Músicos e artistas de sucesso, grandes líderes de nações são exemplos de pessoas nas quais a energia simbólica da serpente está ativada", afirma Denis.
A sensualidade e a sexualidade 6 também pertencem ao reino simbólico das serpentes. Na Índia, as serpentes míticas são chamadas de Nagas e veneradas corno divindades ligadas à criatividade e à sexualidade. Acredita-se que urna Naga feminina pode surgir na forma de mulher e inclusive se casar com homens mortais. Costumam ser excelentes esposas, com um único problema: quando traídas, transformam-se em seres demoníacos capazes de perpetrar vinganças de extrema violência.
Também na Índia, o tantrismo um dos principais sistemas de desenvolvimento espiritual surgidos e desenvolvidos ali - costuma representar a força kundalini com a imagem de urna serpente. Na metafísica tântrica, a kundalini, também chamada de "fogo serpentino", é urna força localizada sobretudo na base da coluna vertebral e que, ao ascender pela coluna, pode chegar ao cérebro e provocar o fenômeno da "iluminação", ou "despertar da consciência espiritual".
Curiosamente, a kundalini também está estreitamente ligada às energias sexuais. Os grandes mestres da ioga tântrica afirmam que, "quando a serpente kundalini desperta, em geral com o uso de técnicas da ioga, ela faz surgir na pessoa um poder realizador e criativo sem limites", complementa Rojas.
Também na África, as serpentes são temidas e respeitadas, e utilizadas com freqüência para representar divindades do panteão animista africano. Este é o caso, por exemplo, do orixá Oxumarê, da mitologia ioruba, representado pelo arco-íris: a "serpente do céu". Em alguns países africanos, quem matasse urna cobra píton poderia ser condenado à morte. Num relato, o grande explorador inglês Richard Burton - descobridor das nascentes do Rio Nilo - conta a morte de um matador de pítons.
Já para os índios guaranis do Brasil' a serpente está associada à coluna vertebral- o eixo que sustenta o ser humano e o mantém erguido. Essa cultura acredita que a força da serpente se confunde com o poder gerador de vida da Grande Mãe, a Terra. Portanto, é fácil compreender porque a presença da serpente e dos simbolismos a ela correlatos é tão forte nas superstições e crenças populares.
Uma crença brasileira diz que, se urna mulher grávida for assustada por urna cobra, a criança nascerá com problemas na garganta. Em urna outra crença popular, norte-americana, os guizos de urna cascavel são colocados na água que a parturiente bebe para facilitar o parto. Em algumas regiões da Inglaterra, acredita-se que o couro seco de serpente protege a casa contra o fogo.
É na mitologia que a serpente tem a presença mais forte e determinante. Nos diferentes sistemas mitológicos elas podem aparecer como monstros, como deuses, ou como entidades espirituais que os acompanham. Uma serpente aparece enrolada no bastão de Esculápio, o deus romano da medicina, representando uma força mediadora entre a Terra e o céu. Também na Grécia, e graças ao seus atributos de regeneração, a serpente está estreitamente ligada à medicina e à cura.
A própria imagem do caduceu do deus Hermes (o Mercúrio romano) - um dos símbolos da medicina - aparece como uma haste na qual duas serpentes se entrelaçam. Como se vê, em quase todas as culturas a serpente desliza livremente entre o bem e o mal. Entre os astecas e os maias, ela aparece como o deus Quetzalcoatl, a "serpente emplumada", uma combinação de serpente e pássaro criada para representar a fusão entre o céu e a Terra.
Em contrapartida, como as serpentes simbolizam também os aspectos terríveis das forças dos mundos subterrâneos, elas aparecem na forma de monstros maléficos em constante combate com os deuses e os heróis mitológicos. É o caso da Medusa, figura terrível de mulher com serpentes vivas no lugar dos cabelos. Ninguém podia fitar diretamente o vulto da Medusa, sob pena de ser imediatamente transformado em pedra.
É também o caso da Hidra de Lema, serpente gigantesca dotada de muitas cabeças. Cada vez que uma delas era decepada, outras duas nasciam no mesmo lugar. No Egito, há o mito do deus Seth, que assumiu os atributos de uma serpente monstro, Tifon. E, ainda na Grécia, é preciso lembrar do episódio no qual o herói Hércules esgana Hidra, e daquele no qual um outro herói, Perseu, corta a cabeça da Medusa.




