Pode até ser que você não tenha se dado conta, mas sua relação com a organização em que trabalha é muito semelhante a um casamento. A Promon, empresa paulistana de soluções de engenharia e de tecnologia, percebeu isso durante uma pesquisa para analisar o grau de satisfação de seus funcionários. Tudo começa muito bem e, à medida que os anos passam, fases complicadas se alternam com períodos de bonança. Para quem sobrevive às tempestades, o prêmio é uma relação madura. "Só com mais de dez anos de casa é que as coisas voltam a entrar nos eixos", diz Márcia Fernandes, diretora de recursos humanos da empresa. A partir da experiência da Promon, veja como o relacionamento com a empresa costuma acontecer.
Os primeiros 2 anos: Tudo às mil maravilhas
Todo bom casamento começa com um bom namoro. Quando esse casamento é corporativo, o início, via de regra, é a entrevista de emprego. E, por mais que os dois lados joguem limpo, faz parte dessa fase acobertar algumas características."Todo mundo quer mostrar o seu melhor. A pessoa porque quer a vaga e a empresa porque deseja contratar aquele profissional", diz Lucia Costa, sócia-diretora da Mariaca, consultoria de recrutamento de executivos de São Paulo.
O que fazer: Para prolongar ao máximo a empolgação da fase inicial, o segredo é ser transparente. Mas isso não quer dizer expor todas as suas fraquezas logo de cara. Por outro lado, tome cuidado para não superestimar suas qualidades. Quem faz isso fica frustrado e causa frustração depois, quando o casamento (leia-se: a contratação) acontecer.
Os 2 a 5 anos: Ainda em lua-de-mel
Os cinco primeiros anos de empresa são considerados a fase de lua-de-mel. Como empregador e empregado estão empolgados, os defeitos geralmente não aparecem. No entanto, a ansiedade e o drama da adaptação são os pontos críticos desse período. É a hora em que você quer mostrar do que é capaz e deseja que as coisas aconteçam rapidamente", diz Márcia Fernandes, da Promon. Nessa fase ocorre também o choque do aculturamento, quando se descobre que a empresa é diferente do que se imaginava. Mesmo assim, a tolerância ainda é grande, porque há a crença de que tudo pode melhorar.
O que fazer: o melhor é discutir a relação. Como envolve muita gente, converse com superiores, pares e subordinados. Assim, você logo vai saber se a relação é ou não compatível com o que deseja na vida. Quando os valores não batem, não há amor corporativo que resista. É preciso olhar com a razão para não perder tempo demais com uma escolha que talvez seja errada para a sua carreira", diz Lucia. Procurar um mentor também é uma prática recomendada."Vale a pena buscar a orientação de profissionais mais experientes", afirma Márcia.
De 5 a 15 anos: Crise e questionamento
Essa é a fase mais crítica das relações."A maioria dos executivos sai da empresa quando tem cerca de dez anos de casa'; diz Lucia. Nesse ponto os defeitos são vistos com nitidez e a tolerância já não é mais aquela. "Profissionalmente, a pessoa se dá conta de que suas expectativas talvez sejam maiores do que a capacidade da empresa de supri-las'",diz Márcia, da Promon. A fase é de definição e aí, claro, vêm os questionamentos. A empresa está me levando para onde quero? Minha carreira está alinhada com meus valores? "A empresa, por sua vez, quer saber se o funcionário evoluiu. Empregado e empregador se avaliam com olhos mais exigentes.", diz Lucia Costa, da Mariaca.
O que fazer: Mais uma vez, a velha tática de discutir a relação pode ajudar. Agora, a conversa deve ser com o chefe direto. Vale utilizar também os canais que a empresa oferece para que você se manifeste."Como em uma relação conjugal, às vezes você não consegue atender o outro porque não sabe do que ele precisa", diz Márcia. Também é importante estar aberto a novidades. "Quem aceita que a empresa está mudando e continua gostando dela tem uma postura mais madura", diz Lucia.
Dos 15 anos para frente: A maturidade, enfim
Em um casamento, essa é aquela fase em que os filhos estão crescidos, a situação financeira é estável e quase não há novidade. Na carreira, as coisas também estão mais consolidadas. Tédio? Não necessariamente. Digamos que essa é a fase da colheita, de passar seus conhecimentos para frente e de ter um reconhecimento público de sua liderança.
O que fazer: Viver bem essa fase significa fazer dela não uma etapa de fim de carreira, mas de estabelecimento de novas metas. Estar próximo dos mais jovens, transmitir o que você aprendeu e estar sempre atento às tendências e mudanças do mercado são as grandes sacadas."Quando alguém chega ao limite de crescimento em uma empresa corre o risco de ver sua performance despencar. Você pode escolher entre se acomodar e esperar o fim, como os casais que passam horas em frente à TV sem qualquer diálogo, ou investir em sua própria reciclagem e continuar produzindo o que tem de melhor", diz Lúcia, da Promon. A escolha é sua.
Os primeiros 2 anos: Tudo às mil maravilhas
Todo bom casamento começa com um bom namoro. Quando esse casamento é corporativo, o início, via de regra, é a entrevista de emprego. E, por mais que os dois lados joguem limpo, faz parte dessa fase acobertar algumas características."Todo mundo quer mostrar o seu melhor. A pessoa porque quer a vaga e a empresa porque deseja contratar aquele profissional", diz Lucia Costa, sócia-diretora da Mariaca, consultoria de recrutamento de executivos de São Paulo.
O que fazer: Para prolongar ao máximo a empolgação da fase inicial, o segredo é ser transparente. Mas isso não quer dizer expor todas as suas fraquezas logo de cara. Por outro lado, tome cuidado para não superestimar suas qualidades. Quem faz isso fica frustrado e causa frustração depois, quando o casamento (leia-se: a contratação) acontecer.
Os 2 a 5 anos: Ainda em lua-de-mel
Os cinco primeiros anos de empresa são considerados a fase de lua-de-mel. Como empregador e empregado estão empolgados, os defeitos geralmente não aparecem. No entanto, a ansiedade e o drama da adaptação são os pontos críticos desse período. É a hora em que você quer mostrar do que é capaz e deseja que as coisas aconteçam rapidamente", diz Márcia Fernandes, da Promon. Nessa fase ocorre também o choque do aculturamento, quando se descobre que a empresa é diferente do que se imaginava. Mesmo assim, a tolerância ainda é grande, porque há a crença de que tudo pode melhorar.
O que fazer: o melhor é discutir a relação. Como envolve muita gente, converse com superiores, pares e subordinados. Assim, você logo vai saber se a relação é ou não compatível com o que deseja na vida. Quando os valores não batem, não há amor corporativo que resista. É preciso olhar com a razão para não perder tempo demais com uma escolha que talvez seja errada para a sua carreira", diz Lucia. Procurar um mentor também é uma prática recomendada."Vale a pena buscar a orientação de profissionais mais experientes", afirma Márcia.
De 5 a 15 anos: Crise e questionamento
Essa é a fase mais crítica das relações."A maioria dos executivos sai da empresa quando tem cerca de dez anos de casa'; diz Lucia. Nesse ponto os defeitos são vistos com nitidez e a tolerância já não é mais aquela. "Profissionalmente, a pessoa se dá conta de que suas expectativas talvez sejam maiores do que a capacidade da empresa de supri-las'",diz Márcia, da Promon. A fase é de definição e aí, claro, vêm os questionamentos. A empresa está me levando para onde quero? Minha carreira está alinhada com meus valores? "A empresa, por sua vez, quer saber se o funcionário evoluiu. Empregado e empregador se avaliam com olhos mais exigentes.", diz Lucia Costa, da Mariaca.
O que fazer: Mais uma vez, a velha tática de discutir a relação pode ajudar. Agora, a conversa deve ser com o chefe direto. Vale utilizar também os canais que a empresa oferece para que você se manifeste."Como em uma relação conjugal, às vezes você não consegue atender o outro porque não sabe do que ele precisa", diz Márcia. Também é importante estar aberto a novidades. "Quem aceita que a empresa está mudando e continua gostando dela tem uma postura mais madura", diz Lucia.
Dos 15 anos para frente: A maturidade, enfim
Em um casamento, essa é aquela fase em que os filhos estão crescidos, a situação financeira é estável e quase não há novidade. Na carreira, as coisas também estão mais consolidadas. Tédio? Não necessariamente. Digamos que essa é a fase da colheita, de passar seus conhecimentos para frente e de ter um reconhecimento público de sua liderança.
O que fazer: Viver bem essa fase significa fazer dela não uma etapa de fim de carreira, mas de estabelecimento de novas metas. Estar próximo dos mais jovens, transmitir o que você aprendeu e estar sempre atento às tendências e mudanças do mercado são as grandes sacadas."Quando alguém chega ao limite de crescimento em uma empresa corre o risco de ver sua performance despencar. Você pode escolher entre se acomodar e esperar o fim, como os casais que passam horas em frente à TV sem qualquer diálogo, ou investir em sua própria reciclagem e continuar produzindo o que tem de melhor", diz Lúcia, da Promon. A escolha é sua.




