Uma pesquisa conduzida na Universidade Harvard (EUA), mostrou que os sagüis-cabeça-de-algodão (Saguinus oedipus), espécie da Colômbia, são capazes de identificar e memorizar estruturas simples de frases, mas não modelos complexos como os usados pelos humanos.
No experimento, os macacos escutaram dois tipos de seqüências com uma gramática fictícia, que utilizam sílabas formadas por uma consoante e uma vogal, chamadas de A e B.
Na primeira série, A era seguido de B; na segunda, as primeiras e últimas sílabas eram A e B, com se estivessem espelhadas. Ao escutarem "frases" similares, mas agora com alguns erros de sintaxe, os sagüis identificavam as incorreções apenas nas estruturas simples.
A descoberta pode parecer óbvia, mas confirma uma teoria defendida pelo lingüista Noam Chomsky e pelos autores do estudo - os biólogos William Tecumseh Fitch, da Universidade de Saint Andrews (Reino Unido), e Mark Hauser, de Harvard. Eles afirmam que o desenvolvimento da sintaxe foi essencial para que a linguagem humana surgisse dentro do processo evolutivo.




