Liberte-se desse tormento

Ela chega sem avisar, muitas vezes cobinada com situações específicas - no de um dia exaustivo, quando se aproxima a menstruação, após uma noite maldormida, poucas horas de uma refeição. Pode se manifestar como um peso em torno dos olhos, uma pressão contínua no alto da cabeça ou um martelar incessante, como se o crânio fosse explodir.
 
Os principais alvos são os jovens (70% das pessoas entre 18 e 29 anos, contra 51% das que possuem entre 50 e 70 anos) e a população feminina (72% das mulheres e 56% dos homens tiveram dor de cabeça ao longo de um ano), revelou um estudo efetuado em 115 cidades brasileiras pelo laboratório Roche.
 
Embora certas crises sejam insuportáveis, apenas em um a cada 250 mil casos o problema está associado a uma condição perigosa a ponto de ameaçar a vida. como um tumor do cérebro. Em geral, trata-se de um evento benigno, mas que pode impor um sofrimento tão grande que torna a existência de quem o apresenta com freqüência bastante penosa.

Felizmente, existem meios de escapar desse martírio. Nas duas últimas décadas, a medicina não só catalogou 150 tipos de cefaléias - o nome científico para qualquer dor que atinge a região situada entre o pescoço e o topo da cabeça - como desvendou mecanismos envolvidos na deflagração desse mal, o que possibilitou a descoberta de tratamentos muito mais eficazes para combatê-lo e prevenir episódios futuros.
 
O arsenal de remédios, que incluía apenas analgésicos, ganhou integrantes mais potentes, além do reforço de estratégias não medicamentosas, como a acupuntura e os métodos de relaxamento.
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