Ninguém se preocupa muito quando os dentes de leite estão desalinhados simplesmente porque eles são peças provisórias, certo? Ledo engano. Um trabalho da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, que pertence à Universidade Estadual de Campinas, ambas no interior paulista, deixa claro que intervir logo cedo impede o avanço da desordem na boca. Os pesquisadores selecionaram 19 crianças com idade entre 4 e 5 anos que tinham mordida cruzada e aplicaram um método chamado coronoplastia - é quase um truque para modificar a dinâmica da boca. "Mudamos o formato de alguns dentes para acertar o encaixe", descreve o odontologista Godofredo Pignataro Neto, autor da tese de doutorado sobre a técnica.
Para funcionar, a intervenção deve ser feita entre os 2 e os 5 anos, fase em que ainda é possível evitar prejuízos na articulação. É que as arcadas fora do eixo, cruzadas, atrapalham o contato entre as superfícies dos dentes e a criança acaba usando apenas uma das laterais para triturar os alimentos. "A mastigação mais forte em um lado da boca do que em outro provoca dor e, a longo prazo, deixa os lados assimétricos", revela o especialista. Ou seja, o desvio avança e o conserto fica cada vez mais complicado.
Isso não quer dizer que a coronoplastia resolva todos os casos de mordida deslocada "Como o desgaste feito nos dentes é reversível, a indicação do procedimento é restrita", opina o odontopediatra Fábio Bibancos, de São Paulo. "Dependendo da causa, a mordida cruzada deve ser tratada com aparelhos, móveis ou fixos, associados a tratamento fonoaudiológico", diz ele.
A vantagem das aplicações de resina é a praticidade. Em uma sessão já se conserta a mordida e nas visitas seguintes são feitos apenas alguns retoques. Outra boa notícia é que ajustar os dentes de leite facilita a chegada de uma dentição permanente retinha. "Com a mordida nos trilhos, os permanentes tendem a nascer no lugar", diz Pignataro Neto. "É claro que a garantia não se estende a outros problemas ortodônticos que não se originam na mordida cruzada", pondera. "Mas, sem 8 dúvida, o risco de precisar de aparelho no futuro fica bem menor."
Simetria na boca: Pequenos ajustes modificam a dinâmica da mordida
No encaixe normal, todos os dentes se tocam. Os superiores ficam levemente por fora e, os inferiores, por dentro.
Na mordida cruzada, em um dos lados, os dentes inferiores ficam por fora dos superiores. Isso é, inclusive, favorecido pelo formato deles, que não se encostam em todos os pontos.
O especialista, então, faz desgastes em alguns pontos da dentição, enquanto outras partes recebem uma cobertura de resina. Isso aumenta a superfície de contato e cria um bloqueio para o dente de baixo, que não consegue escapar para fora.
Para funcionar, a intervenção deve ser feita entre os 2 e os 5 anos, fase em que ainda é possível evitar prejuízos na articulação. É que as arcadas fora do eixo, cruzadas, atrapalham o contato entre as superfícies dos dentes e a criança acaba usando apenas uma das laterais para triturar os alimentos. "A mastigação mais forte em um lado da boca do que em outro provoca dor e, a longo prazo, deixa os lados assimétricos", revela o especialista. Ou seja, o desvio avança e o conserto fica cada vez mais complicado.
Isso não quer dizer que a coronoplastia resolva todos os casos de mordida deslocada "Como o desgaste feito nos dentes é reversível, a indicação do procedimento é restrita", opina o odontopediatra Fábio Bibancos, de São Paulo. "Dependendo da causa, a mordida cruzada deve ser tratada com aparelhos, móveis ou fixos, associados a tratamento fonoaudiológico", diz ele.
A vantagem das aplicações de resina é a praticidade. Em uma sessão já se conserta a mordida e nas visitas seguintes são feitos apenas alguns retoques. Outra boa notícia é que ajustar os dentes de leite facilita a chegada de uma dentição permanente retinha. "Com a mordida nos trilhos, os permanentes tendem a nascer no lugar", diz Pignataro Neto. "É claro que a garantia não se estende a outros problemas ortodônticos que não se originam na mordida cruzada", pondera. "Mas, sem 8 dúvida, o risco de precisar de aparelho no futuro fica bem menor."
Simetria na boca: Pequenos ajustes modificam a dinâmica da mordida
No encaixe normal, todos os dentes se tocam. Os superiores ficam levemente por fora e, os inferiores, por dentro.
Na mordida cruzada, em um dos lados, os dentes inferiores ficam por fora dos superiores. Isso é, inclusive, favorecido pelo formato deles, que não se encostam em todos os pontos.
O especialista, então, faz desgastes em alguns pontos da dentição, enquanto outras partes recebem uma cobertura de resina. Isso aumenta a superfície de contato e cria um bloqueio para o dente de baixo, que não consegue escapar para fora.




