“Mais de 20 milhões de barris”, disse Trump ao portal de notícias Axios.
O presidente americano afirmou que essa foi a maior quantidade de petróleo a passar pelo estreito durante um fim de semana desde o início do conflito.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, provocando ataques retaliatórios. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando de entendimento para cessar as hostilidades, mas os combates foram retomados pouco depois e permanecem sem solução.
Em 12 de julho, o Irã anunciou o fechamento do estreito de Ormuz até o fim da interferência dos Estados Unidos na região.
Trump afirmou que os Estados Unidos se tornariam os "guardiões" do estreito de Ormuz e restabeleceu o bloqueio americano aos portos e às águas iranianas.
A escalada levou o transporte marítimo pela via navegável a praticamente parar, afetando o fornecimento de petróleo, derivados de petróleo e gás natural liquefeito, e elevando os preços dos combustíveis em todo o mundo.
No início de setembro, Trump sugeriu renomear o estreito de Ormuz em sua própria homenagem, alegando que os Estados Unidos agora controlam a via navegável. A Casa Branca também chegou a publicar um mapa nas redes sociais identificando o estreito de Ormuz como "Estreito de Trump".
As exportações de petróleo bruto dos principais produtores do Oriente Médio se recuperaram em setembro, chegando a 12,8 milhões de barris por dia, o maior nível desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irã, em fevereiro, segundo dados da Kpler citados pela Reuters.
A Arábia Saudita desviou as exportações de petróleo que saíam de Yanbu, no Mar Vermelho, após ataques danificarem seu oleoduto Leste-Oeste — redirecionando os volumes novamente pelo Estreito de Ormuz.
Fonte: Sputnik Brasil.




