Hoje em dia, cerca de um terço dos embarques globais de fertilizantes passam pelo estreito de Ormuz, enquanto a instabilidade na região cria efeitos potencialmente catastróficos para os produtores agrícolas.
"As pessoas veem isso fundamentalmente pelo prisma da batalha entre EUA e Irã", disse Denton, acrescentando que realmente a história mais perigosa é a dos fertilizantes.
Segundo o chefe da Câmara de Comércio Internacional, a capacidade disponível de fertilizantes caiu quase 40% desde que a navegação no estreito ficou interrompida. Esse desfecho removeu do mercado 2,7 milhões de toneladas dessa mercadoria crítica. Se nenhum progresso for feito, os preços dos alimentos básicos subirão e, no caso dos cereais, o aumento pode atingir até 80%, avaliou o interlocutor da mídia.
De acordo com Denton, as economias em desenvolvimento e emergentes serão as primeiras a sentir o impacto. Países como as Filipinas, que importam cerca de 90% de seus fertilizantes, são particularmente vulneráveis.
Além da tensão no estreito de Ormuz, a situação no mercado dos fertilizantes também é agravada por outros fatores. Entre eles, o veículo de comunicação destaca as interrupções recorrentes no mar Negro causadas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia e o fenômeno El Niño, que pode afetar as colheitas e elevar a inflação ao consumidor.
Fonte: Sputnik Brasil.




