Setores da indústria demonstram preocupação com falta de diálogo com Flávio sobre China, diz mídia

Os representantes de setores da indústria, ouvidos pela Folha de S. Paulo, afirmaram que tentaram mais de uma vez um espaço na agenda do candidato à Presidência, mas acabaram direcionados a integrantes da equipe do senador.
A postura foi interpretada pelos interlocutores como uma tentativa de evitar compromissos ou promessas em relação à futura política comercial com Pequim, caso Flávio seja eleito. Um dos assessores do candidato chegou a afirmar que "não era a hora" de discutir o assunto.
Publicamente, Flávio Bolsonaro afirma que pretende adotar uma postura pragmática nas relações com a China e defende que o Brasil não precisa escolher entre Pequim e Washington. A dificuldade de acesso ao candidato, no entanto, causa preocupação entre representantes de diferentes segmentos da economia, segundo o jornal.
Apesar da agenda descartar um alinhamento, Flávio, assim como o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, demonstra publicamente proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump. Como senador, Flávio foi recebido pelo líder norte-americano no Salão Oval da Casa Branca e pediu que os Estados Unidos classificassem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, em um momento de sobretaxas dos EUA contra o Brasil.
O candidato também já afirmou que, caso seja eleito, o Brasil fará parte do Escudo das Américas, iniciativa promovida por Trump com governos latino-americanos de perfil conservador.
O jornal destaca que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, nesse cenário, poderia representar para Trump a chegada de um aliado estratégico na América Latina e um possível contraponto ao avanço da influência chinesa na região.

Fonte: Sputnik Brasil.

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