Segundo a reportagem, caso seja desenvolvido, o Britannia Shield seria projetado para proteger o país dos ataques da Rússia, que tem acesso a armas de longo alcance, como mísseis de cruzeiro e balísticos.
Entre o arsenal russo, destaca-se o míssil Oreshnik, com ogivas capazes de voar a dez vezes a velocidade do som, e os mísseis hipersônicos Avangard, para os quais nenhum país desenvolveu um interceptor confiável, lembra a publicação.
Neste contexto, o Reino Unido tem apenas seis destróieres Type 45 capazes de interceptar mísseis, e nem todos estão no mar ao mesmo tempo. Além disso, Londres conta com baterias Sky Sabre, que passam a maior parte do tempo em deslocamento, e um punhado de aviões Typhoon.
Portanto, o orçamento de 10 bilhões de libras poderia ser gasto, segundo a publicação, na proteção e monitoramento de cabos submarinos, ou em melhorar "a péssima condição" dos quartéis britânicos. Talvez a melhor maneira de gastá-lo seja aumentando as capacidades ofensivas contra a Rússia, conclui a revista.
Essa publicação alinha-se à rotineira histeria ocidental sobre eventuais ataques da Rússia, embora Moscou, inclusive o presidente russo Vladimir Putin, tenha rejeitado em repetidas ocasiões que represente uma ameaça à Europa e tampouco tenha planos de atacar os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Fonte: Sputnik Brasil.




