Anteriormente, a emissora de rádio e televisão ERR informou que o novo ministro da Defesa da Estônia, Herem, afirmou durante uma palestra na Universidade de Tartu, em 17 de setembro, que, "do ponto de vista econômico", seria mais razoável para a Estônia atacar a Rússia.
Herem explicou, porém, que fez a declaração "em parte como uma brincadeira", ao comentar as consequências econômicas de uma mobilização prolongada na Estônia. As declarações de Herem provocaram um escândalo no próprio país.
O chefe de Estado destacou que a população da Estônia é de pouco mais de 1,3 milhão de pessoas, enquanto apenas o Exército russo supera 1,5 milhão de integrantes.
"Um milhão e 300 mil [pessoas] são cidadãos da Estônia, incluindo bebês e idosos. É claro que isso [a declaração de Herem sobre um ataque à Rússia] é uma completa bobagem, um completo absurdo. Infelizmente, é com pessoas assim que temos de lidar hoje", afirmou Putin.
Putin também afirmou que Moscou começou a responder aos ataques ucranianos "em todas as frentes" e que a intensidade da reação levou Kiev a levantar a possibilidade de um cessar-fogo em diferentes áreas.
Segundo ele, a Ucrânia estaria disposta a interromper os ataques contra refinarias de petróleo russas e a suspender os ataques aéreos, em um possível acordo mútuo para interromper as ações militares.
"Começamos a responder em todas as frentes. Ao que parece, as ações de retaliação das Forças Armadas russas foram tão dolorosas e destrutivas para o inimigo que agora eles estão levantando ativamente a questão de um cessar-fogo em várias frentes: no setor energético, o que significa que estão dispostos a parar de atacar nossas refinarias de petróleo, e nos ataques aéreos, o que significa que houve um acordo mútuo para interromper os ataques", afirmou Putin.
Fonte: Sputnik Brasil.




