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Até o momento, o projeto demandou investimentos de cerca de R$ 40 bilhões e exige um tempo de maturação para a sua execução, conforme explicou Thayná Fernandes, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos da Escola de Guerra Naval (PPGEM/EGN), em entrevista à Sputnik Brasil.
A especialista aponta que, ao manter o programa, Brasília visa dominar a expertise tecnológica de uma embarcação de propulsão nuclear, um processo complexo cujas etapas de produção o país ainda não domina.
Segundo a análise de Fernandes, apesar de o Prosub ter sido iniciado em 2009 e de ainda não haver uma conclusão efetiva do submarino de propulsão nuclear, esse programa deve continuar por ser um vetor importante para o desenvolvimento da Defesa brasileira.
Outro ponto levantado pela pesquisadora é que, além de reivindicar um outro tipo de negociação com a França, país parceiro do Brasil nessa empreitada, a própria parte brasileira precisa fazer uma intensa avaliação interna para rever pontos que possam acelerar o processo sem depender tanto dos franceses.
Para Thayná, o processo do Prosub, assim como sua futura conclusão, permitirá uma posição privilegiada em âmbito militar que diferenciará o país entre as nações do Sul Global, devido à alta tecnologia envolvida em um submarino de propulsão nuclear.
Em um sistema-mundo cada vez mais fragmentado e recrudescido, o setor de Defesa, além de primordial, é obrigado a inovar no âmbito tecnológico. O caso do Prosub demonstra o quanto o Brasil precisa, além de investimento, priorizar também soluções autóctones.
Fonte: Sputnik Brasil.
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