Pobreza na Argentina sobe e ultrapassa um terço da população no 1º semestre de 2026

Com isso, dos cerca de 47 milhões de argentinos, 9,7 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, no que diz respeito à renda das famílias, ao acesso a necessidades essenciais, como alimentos, vestuário, transporte, educação e saúde. Cerca de 2,5 milhões de famílias (24,4%) sem encontravam nesta situação.
Entre os mais pobres, o número de pessoas em situação de indigência também cresceu, para 2,2 milhões de pessoas, 7,5% da população. No segundo semestre de 2025, o número era de 1,9 milhão (6,3%). Entre as famílias, 600 mil foram consideradas indigentes (5,6%) no período analisado, frente a 500 mil registrados no último semestre de 2025 (4,8%).
O índice de pobreza chegou a 52,9% em 2024 e a melhora do indicador foi utilizada pelo governo do presidente Javier Milei para justificar o plano econômico de arroxo fiscal, com cortes de gastos, fim de subsídios e a flexibilização das importações.
Dados oficiais também apontaram que quase metade da população economicamente ativa está na informalidade e o desemprego subiu para 7,9%, o maior nível desde 2021. Além disso, cerca de 30 mil empresas fecharam na Argentina desde a posse de Milei, no fim de 2023.
A queda do consumo e de investimentos fez a economia argentina recuar 0,6% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o trimestre anterior, segundo o Indec.
Recentemente, o presidente declarou que tentará a reeleição no ano que vem, mas pesquisas de opiniam sinalizam queda na aprovação do presidente entre os mais pobres, como o levantamento da AtlasIntel de setembro em que a desaprovação entre os entrevistados de baixa renda - com renda mensal de até cerca de US$ 650 (R$ 3.374) - chegou a quase 70%.
A próxima eleição presidencial argentina está prevista para outubro de 2027, enquanto o atual mandato de Milei termina em 10 de dezembro do mesmo ano.

Fonte: Sputnik Brasil.