PF: advogado amigo de Flávio Bolsonaro pagou viagens de Cláudio Castro ao exterior

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De acordo com a investigação, Castro fechou contrato milionário no setor de loterias e bets para empresa Rio Pag que tem Willer como sócio, em 2023. O presidente da Loterj à época era Hazenclever Lopes, advogado que trabalhou para Willer em tribunais superiores. De acordo com a PF, Hazenclever também teve passagens e hospedagem custeadas por Willer.
Logo depois, o advogado pagou pelo menos três viagens para o ex-governador, afirma a PF, sendo uma delas ao lado de Flávio Bolsonaro, quando voltavam dos Estados Unidos em janeiro de 2025. A mesma investigação revela que o jato onde viajavam tinha como um dos donos ex-banqueiro preso por fraude financeira Daniel Vorcaro.
A Rio Pag operava os pagamentos e bets da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), mas foi cancelado pela gestão atual e interina de Ricardo Couto por suspeita de irregularidade.
A viagem para assistir a final da Copa Libertadores da América, entre Flamengo e Palmeiras, em 11 de novembro de 2025, também foi financiada pelo advogado, de acordo com as investigações. No jato, foram Castro, a primeira-dama, Analine, os dois filhos, a esposa e filhos de Willer, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) entre outros passageiros.
O senador que tentou reeleição no Maranhão nestas eleições sem sucesso é investigado ao lado de Willer na Operação Sem Desconto que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O advogado é apontado como “hub financeiro, patrimonial e logístico” do senador.
Em uma das mensagens telefônicas, Castro chama o advogado de “irmão” por WhatsApp.
No inquérito que corre no Supremo Tribunal FEderal (STF), há evidências de que Tomaz foi a pessoa física com o maior volume de depósitos em bets no Brasil em 2025, quase o dobro do registrado pelo segundo colocado, e realizou saques de cerca de R$ 200 milhões na plataforma Blaze, operada pela Foggo Entertainment.
Os técnicos apontaram possíveis falhas nos mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro da empresa, que classificou o advogado como cliente de risco médio, apesar do volume atípico das operações.

Fonte: Sputnik Brasil.

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