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O especialista ressaltou que os efeitos não se limitarão aos países que compram fertilizantes diretamente das nações do Golfo Pérsico. “Os preços internacionais mais altos afetarão agricultores em todo o mundo”, observou o economista.
Segundo Torero, até um terço dos fertilizantes comercializados no mercado mundial passam pelo estreito. Os países do Golfo Pérsico respondem por cerca de 30% a 35% das exportações mundiais de ureia e por 20% a 30% das exportações de amônia.
O economista destacou que, diferentemente do petróleo, os fertilizantes não contam com rotas alternativas de transporte por oleodutos nem com reservas estratégicas internacionais de escala comparável.
Torero alertou que o aumento dos custos e a escassez de fertilizantes podem levar os produtores agrícolas a reduzir sua aplicação nas lavouras, com consequências negativas para a produtividade e o volume da produção agrícola nas próximas safras. Segundo ele, esse cenário representa riscos para a segurança alimentar, sobretudo nos países de baixa renda e altamente dependentes da importação de fertilizantes.
Os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã em 28 de fevereiro, e Teerã respondeu com ataques próprios. Em meados de junho, o Irã e os Estados Unidos assinaram um memorando para interromper as hostilidades, mas posteriormente voltaram a trocar ataques.
Fonte: Sputnik Brasil.
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