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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte não participa das decisões sobre mudanças de locais de votação entre o primeiro e o segundo turno. Segundo a mídia brasileira, o ministro afirmou que a responsabilidade pelas alterações cabe aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), a partir de solicitações feitas pelos cartórios eleitorais.
Nunes Marques também afirmou que o número de locais alterados neste segundo turno é 94% menor do que o registrado no mesmo período das eleições de 2022. A declaração ocorre após a divulgação de informações divergentes sobre a quantidade de seções afetadas antes da votação de domingo (25).
Na sexta-feira (16), a Justiça Eleitoral informou que mais de 4,3 mil seções teriam alterações. Na terça-feira (20), porém, o total foi reduzido para cerca de 400, após atualização dos dados enviados pelos TREs. Segundo o TSE, parte da diferença decorre de registros relacionados a transferências provisórias realizadas ainda no primeiro turno.
O ministro explicou que as informações são inseridas pelas zonas eleitorais no Sistema Elo e atualizadas gradualmente conforme os procedimentos para o segundo turno são concluídos, mas que o funcionamento da plataforma teria contribuído para interpretações equivocadas sobre o alcance das mudanças, segundo sua percepção.
A Justiça Eleitoral alerta que os números ainda podem mudar até o dia da votação caso novos problemas exijam transferências.
Enquanto os TREs se comprometeram a divulgar as alterações, o TSE orienta os eleitores a consultar previamente o e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral também recomendou reforço na comunicação aos eleitores afetados, com avisos em canais oficiais e nos antigos locais de votação.
Fonte: Sputnik Brasil.
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