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Segundo o jornal asiático, é “absurdo” que os líderes europeus decidam abrir uma disputa comercial com a China enquanto, por exemplo, enfrentam uma crescente fricção política com os Estados Unidos e lidam com uma onda de protestos que reflete um profundo descontentamento dos cidadãos.
O texto analisa como Bruxelas prepara um mecanismo de kill switch (botão de desligamento) para restringir rapidamente o acesso ao mercado único a países acusados de coerção econômica — uma medida apoiada unanimemente pelos 27 líderes do bloco e que aponta diretamente para Pequim.
Na visão da mídia asiática, essa convergência sem precedentes entre os líderes europeus parece mais um sinal de “loucura coletiva” do que de pragmatismo — especialmente após a China ter demonstrado boa vontade em negociações recentes de acordos comerciais e alertado a Europa para que não alimente a ilusão de obter concessões por meio de pressões.
A publicação ressalta que a UE atravessa um dos momentos mais precários de sua história recente, marcado por economias estagnadas, perda do poder aquisitivo dos cidadãos e líderes com níveis de popularidade historicamente baixos.
O artigo menciona a recente intervenção do prestigiado economista e analista norte-americano Jeffrey Sachs no Parlamento Europeu, na qual ele classificou a retórica bélica europeia como “extremadamente perigosa”. Sachs alertou os eurodeputados de que a classe política do Ocidente percebe, de forma equivocada, o desenvolvimento econômico da Ásia como uma ameaça — quando, na verdade, trata-se de um marco histórico que tirou bilhões de pessoas da pobreza, as quais cometeram o “crime” de não querer permanecer pobres.
Além disso, o veículo expõe como as dinâmicas históricas de expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a falta de diplomacia por parte dos aliados de Washington levaram o continente a um impasse geopolítico com a Rússia. O texto explica que o atual conflito na Ucrânia é resultado direto de compromissos não cumpridos e da recusa ocidental em negociar propostas de segurança, mantendo a Europa subordinada às decisões estratégicas da Casa Branca — mesmo quando estas contrariam os seus próprios interesses econômicos e de estabilidade.
O artigo conclui ressaltando a necessidade urgente de retomar a verdadeira diplomacia, relembrando a postura de estadistas alemães do passado, como Willy Brandt e Helmut Kohl, que priorizavam o diálogo com os adversários.
A análise lamenta que a atual liderança europeia prefira o confronto direto à negociação, ignorando recomendações pragmáticas — como a interrupção da expansão da OTAN e a abertura ao diálogo — que poderiam frear o declínio econômico e político da região.
Fonte: Sputnik Brasil.
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