No início de junho, o projeto havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira, o Senado aprovou o texto por 81 votos a favor, 51 contra e sete abstenções.
O ministro do Meio Ambiente e da Segurança Energética da Itália, Gilberto Pichetto Fratin, afirmou que a aprovação representa um dia histórico para o país. Segundo ele, a energia nuclear sustentável, ao lado das fontes renováveis, permitirá tornar a Itália mais segura, independente e competitiva.
A lei estabelece um prazo de 12 meses para que o governo adote os decretos necessários à retomada da produção de eletricidade em usinas nucleares. Em maio, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país pretende acelerar o retorno à energia nuclear por meio de pequenos reatores modulares considerados seguros.
O desenvolvimento da energia nuclear na Itália foi interrompido após o incidente na usina nuclear de Chernobyl. Vinte e cinco anos depois, os italianos rejeitaram em referendo os planos de retomada do setor e o atual governo voltou a colocar o tema em pauta.
A medida é anunciada em meio à à crise energética desencadeada pelo conflito no Oriente Médio. Por conta disso, países europeus suspenderam suas compras de gás planejadas para reabastecer seus estoques de inverno, que começa em dezembro no hemisfério Norte, na esperança de que o fornecimento de GNL se recupere e os preços caiam, segundo relatos da mídia.
Atualmente, para atingir o nível mínimo de reserva estabelecido de 75%, a Europa precisará de mais de 100 terawatts-hora de gás, no valor de mais de US$ 8,1 bilhões (mais de R$ 41,3 bilhões), segundo a apuração.
Os governos da região cancelaram suas compras planejadas na esperança de que os preços, que dispararam após o fechamento do estreito de Ormuz com o início da guerra entre EUA e Irã, caíssem.
Fonte: Sputnik Brasil.




