A decisão ocorre depois de uma série de ataques contra alvos na Arábia Saudita atribuídos aos houthis, movimento que atua no norte do Iêmen. Na última semana, o grupo afirmou ter lançado mísseis e drones contra uma instalação petrolífera da Saudi Aramco em Yanbu, principal ponto de escoamento de petróleo do país diante das dificuldades encontradas pelo bloqueio do estreito de Ormuz realizado pelo Irã.
Macron afirmou que Paris trabalha para evitar novas interrupções no fluxo de energia e garantir o abastecimento francês durante o inverno, que começa em dezembro no Hemisfério Norte em meio a uma crise energética na Europa. O presidente também declarou que os recursos enviados à Arábia Saudita não terão como objetivo colocar a França diretamente no conflito regional.
A guerra civil no Iêmen já dura 11 anos e voltou a escalar após quatro anos de relativa calmaria, quando forças do governo iemenita reconhecido internacionalmente e apoiado por Riad atacaram a pista do aeroporto de Sanaa, enquanto um avião que transportava uma delegação do Ansar Allah voltava do funeral do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
Em resposta, os houthi anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, além de atacar bases aéreas e refinarias, oleodutos e estações de bombeamento da Aramco. Desde então, o preço dos contratos futuros do petróleo Brent atingiram a marca de US$ 107 (R$ 555) por barril.
Fonte: Sputnik Brasil.




