A imagem da padroeira do Brasil foi entregue a Flávio por uma apoiadora durante o ato, no bairro do Brás. Em seguida, ele e Tarcísio a levantaram diante dos presentes. Foi a primeira agenda conjunta dos dois após a polêmica que chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A caminhada, que começou às 10h30 na Galeria Pagé, contou também com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Durante o ato, uma caixa de som de um carro de som pegou fogo e gerou correria. O fogo foi controlado com extintores e não houve registro de feridos, segundo a assessoria do evento.
Durante o ato de campanha, Flávio comentou a controvérsia em torno da revogação da Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Na quinta-feira (24), a jornalista da GloboNews, Maria Cristina Fernandes, disse que setores da Igreja Católica no Brasil estariam preocupados com um movimento de líderes evangélicos para tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Na sexta-feira (25) o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ordenou a remoção várias publicações online sobre o tema. No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão e permitiu o retorno das publicações.
Segundo Dino, as postagens não citavam Flávio nominalmente e de que há proteção constitucional à liberdade de expressão. Nesta segunda, a defesa de Flávio recorreu ao STF e pediu que a decisão de Mendonça volte a valer, e Dino enviou o caso para referendo do plenário.
Em São Paulo, Flávio afirmou que a nota divulgada no domingo pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na qual a instituição repudia a "a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar" é "esclarecedora".
Segundo ele, o texto confirma que a ideia de retirar da santa o título de padroeira do país é a "maior fake news" da campanha, potencializada pelo PT.
Na nota, a CNBB afirma que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.
"Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira", conclui a nota.
Na madrugada de segunda-feira, o bispo dom Vicente Ferreira, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, publicou nas suas redes sociais uma indireta à Flávio.
A atividade em São Paulo (SP) ocorre a menos de uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Pesquisa Quaest encomendada pela Globo e divulgada nesta segunda mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no país, contra 34% de Flávio. Caiado (PSD) e Cury (Avante) têm 4% cada, Renan Santos (Missão) tem 3% e Romeu Zema (Novo), 1%. No levantamento anterior, Lula tinha 37% e Flávio, 33%.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira passada, com 1.800 entrevistados entre 19 e 22 de setembro, mostra Flávio com 34% contra 31% de Lula na disputa presidencial no estado.
Na corrida pelo governo paulista, Tarcísio tem 44% no cenário estimulado de primeiro turno, contra 27% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Em um eventual segundo turno, o governador aparece com 49% e Haddad com 30%. No cenário espontâneo, 56% dos eleitores se disseram indecisos. Seis candidatos disputam o Palácio dos Bandeirantes.
Fonte: Sputnik Brasil.




