Estudantes vão às ruas em SP em apoio a Lula e apostam em virada no segundo turno

Eles se reuniram na praça Franklin Roosevelt, na região central paulistana. Movimentos sociais e candidatos que ganharam e perderam eleições anteriores estiveram presentes no ato.
Na quarta-feira (7), estudantes secundaristas e universitários já haviam feito ato semelhante no Rio de Janeiro (RJ), em defesa da candidatura de Lula. A manifestação saiu da Candelária, no centro, e seguiu pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia.
Entre as pautas estão a educação pública, o fim da escala 6x1, a manutenção dos direitos sociais e a democracia.
A mobilização foi convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), e os participantes também defenderam a manutenção do programa Pé-de-Meia.
O estudante Fábio Matos afirmou que apoia os "direitos que muitos estudantes não tiveram no período do Bolsonaro e que o filho está querendo continuar com esse processo".
Ele defendeu que estudantes negros, pardos, indígenas e LGBTQIA+ tenham os mesmos direitos.
Sobre o primeiro turno, Matos avaliou como "bem sufocante" e disse que esperava um percentual maior para Lula. Ele afirmou que, com a mobilização diária, quer que "pela primeira vez na história do Brasil, um candidato que esteja no segundo lugar vire pro primeiro, no segundo turno".
O estudante também destacou a presença de universitários do Mackenzie no ato.
"É muito importante a mobilização dos estudantes do Mackenzie porque tem sempre essa tradição de que todo Mackenzie é fascista, é direita, e a gente está aqui lutando hoje para falar o contrário", disse. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Os atos ocorrem após o Datafolha divulgar, nesta quinta, a primeira pesquisa do segundo turno. O levantamento mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula, em empate técnico no limite da margem de erro.
Considerando apenas os votos válidos, Flávio tem 52% e Lula, 48%. Eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 5%, e os indecisos, 1%. Outros 6% dizem que ainda podem mudar de voto.
Dizem que não votam em Lula 46% dos entrevistados, e 43% rejeitam Flávio Bolsonaro. Sobre o governo, 40% fazem avaliação negativa e 35%, positiva.
No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,15%, uma diferença de 2,2 milhões de votos. A última pesquisa Datafolha antes da votação apontava Lula em primeiro, com 45% dos votos válidos, e Flávio com 42%.

Fonte: Sputnik Brasil.

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