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Para Renato Peneluppi Jr., analista político e doutor em administração pública pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, em entrevista à Sputnik Brasil, a cooperação entre os gigantes euroasiáticos se desdobra também em mais uma alternativa para países do Sul Global.
Além disso, o pesquisador pontua que esse tipo de parceria, para além do comércio exterior e da navegação, estimula a cooperação em áreas científicas a fim de fomentar tecnologias que dinamizem as operações em alto mar.
Peneluppi também aponta que, por possuírem os principais portos do eixo euroasiático, uma maior sinergia entre Rússia e China no setor naval mercante tende a se tornar um novo e poderoso impulso econômico para a região.
O pesquisador também afirma que o crescimento do mercado é tão grande na economia global que uma interação maior sino-russa poderia se tornar uma potência, mesmo com uma eventual não participação da Europa.
Outro ponto levantado por Renato Peneluppi Jr. é que a Rota Marítima do Norte, onde Moscou e Pequim cooperam ativamente, vem crescendo no mercado exterior por ser uma alternativa para conectar os oceanos Pacífico e Atlântico, reduzindo drasticamente o tempo de viagem entre a Ásia e a Europa.
A vulnerabilidade de gargalos marítimos estratégicos, como o estreito de Ormuz, ameaça a economia global e a soberania das nações diante de ações hostis. Nesse cenário de instabilidade, a criação de novas rotas e a ressignificação do comércio tornam-se indispensáveis para garantir a segurança e a resiliência das cadeias de suprimento mundiais.
Fonte: Sputnik Brasil.
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