A reportagem salienta que os enterros são do período pré-cerâmico Neolítico B, que durou de aproximadamente 8.700 a 8.000 a.C.
Segundo a matéria, um poço localizado sob o piso de gesso de um edifício retangular continha, pelo menos, três esqueletos: o de uma mulher com mais de 35 anos, o de um homem com idade entre 20 e 30 anos e o de uma menina com idade entre 11 e 14 anos.
Havia também vestígios de um quarto esqueleto, cujos ossos não estavam mais em posição anatômica, mas pequenos ossos de mãos e pés sugeriam que corpos completos possam ter sido depositados.
Uma segunda sepultura revelou os restos mortais de uma jovem adulta, disposta do lado esquerdo, em posição flexionada, voltada para o leste. A maioria de seus ossos estava no lugar, embora fortemente fragmentada, observa o texto.
Os danos aos dois túmulos — depósitos calcários, pressão do solo e atividade de roedores — se assemelham aos padrões observados em 928 fragmentos ósseos humanos do local mais amplo, o que ajuda a explicar sua distribuição dispersa.
Embora alguns crânios apresentem cortes deliberados e os restos cranianos estejam superrepresentados, os ossos espalhados não correspondem a uma prática de sepultamento única e organizada. Em vez disso, eles sugerem que os restos foram carregados ladeira abaixo pela erosão e por deslizamentos de encosta à medida que o monte crescia.
Esse processo provavelmente significa que muitos dos ossos espalhados vieram de sepulturas normais, posteriormente revolvidas pelo movimento do monte, embora outros costumes funerários não possam ser descartados, sendo necessários mais estudos e datações diretas, conclui o texto.
Fonte: Sputnik Brasil.




