O sistema, chamado STERS, utiliza partículas de metal líquido à base de gálio que geram reações químicas sustentadas ao longo do tempo. Ele é ativado por luz infravermelha próxima, e uma única exposição mantém seu funcionamento por até quatro semanas.
Du Xuemin, professor dos Institutos de Tecnologia Avançada de Shenzhen e autor do estudo, relatou que se inspirou inicialmente em plantas sensitivas (plantas capazes de responder rapidamente a estímulos externos, como toque, vibração, temperatura ou luz como a dormideira) e no camaleão. Posteriormente, observou que a natureza também apresenta transformações lentas, como a cicatrização ou o desenvolvimento embrionário, e buscou replicá-las.
Nos testes, os hidrogéis orientaram a diferenciação de células-tronco em células ósseas e do tipo neuronal. Também foi realizado o revestimento de um eletrodo de interface cérebro-máquina para monitorar sinais elétricos durante o desenvolvimento de um embrião de rato.
Quanto à segurança, o metal líquido pode representar riscos para os tecidos. Para evitar vazamentos, os pesquisadores encapsularam os materiais em uma estrutura do tipo sanduíche.
O veículo asiático acrescentou que o sistema também funciona como sensor: a equipe desenvolveu um hidrogel que muda de cor gradualmente ao longo de um mês, sendo útil como indicador visual de longa duração.
Du reconheceu que ainda há etapas a cumprir antes da aplicação clínica, como ajustar o tempo de transformação para cada tipo de tecido e controlar o processo sob demanda. Por enquanto, o material poderia ser utilizado como sensor ou em demonstrações laboratoriais.
Fonte: Sputnik Brasil.




