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Nesse sentido, o professor doutor em história da Universidade Federal Fluminense (UFF) Christiano Britto, que também é especialista em games, em entrevista à Sputnik Brasil, relata que os produtores brasileiros querem atuar no país para não depender sempre do mercado externo.
O pesquisador também relata que a iniciativa do Governo Federal atende à necessidade dos produtores brasileiros que querem desenvolver um mercado interno voltado à indústria dos games, que movimenta diversos setores produtivos.
Outro ponto levantado por Britto, a partir de sua vivência docente com estudantes de diversas faixas etárias, é a constante evasão de talentos. É recorrente o relato de jovens que buscam a profissionalização e a especialização, mas, diante da escassez de oportunidades no Brasil, acabam direcionando suas aspirações para o mercado internacional.
O especialista ressalta que a indústria de jogos oferece ao Brasil um ativo estratégico superior à tradicional exportação de commodities. Ao investir nesse setor, o país gera produtos de alto valor agregado fundamentados no desenvolvimento científico e tecnológico, uma dinâmica que conecta e impulsiona diversas áreas do conhecimento contemporâneo.
Britto, que recentemente publicou o seu artigo “Inimigo que era aliado: a representação ambígua da União Soviética e do Exército Vermelho nos videogames Medal of Honor e Call of Duty” na obra “A Segunda Guerra Mundial e seus momentos decisivos”, pondera que, pela prática docente, nota-se como o contato com os games insere os estudantes em dinâmicas que complementam sua formação básica.
A expansão dos videogames vai muito além do entretenimento. Em um cenário cada vez mais globalizado, essa indústria não apenas injeta capital na economia local, mas também permite que o país construa e propague sua própria narrativa por meio dos jogos.
Fonte: Sputnik Brasil.
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