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A atuação da Meta (empresa proibida na Rússia por extremismo), empresa responsável por Facebook e Instagram, foi um dos assuntos centrais do debate. Os coordenadores comentaram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabeleceu prazo de 24 horas para que a companhia apresentasse informações sobre as medidas adotadas para assegurar condições iguais às campanhas presidenciais.
Edinho Silva afirmou que a iniciativa do PT na Justiça Eleitoral busca impedir que as plataformas favoreçam uma candidatura em detrimento de outra. Segundo ele, o partido não pretende obter vantagens, mas garantir equilíbrio na disputa.
O coordenador petista também defendeu a regulação das big techs e criticou os interesses comerciais da Meta no Brasil. Para Edinho, a atuação dessas companhias precisa estar submetida a parâmetros que impeçam interferências indevidas no processo eleitoral.
“O que não dá é para a gente enfrentar a Meta, que é uma empresa norte-americana com interesses comerciais no Brasil, e que não quer que as big techs sejam reguladas. Nós queremos, sim, que as big techs sejam reguladas“, afirmou.
O representante da campanha de Lula acrescentou: “não dá para a Meta assumir um lado na disputa presidencial do Brasil”.
Marinho, por sua vez, recorreu sua fala a defender a liberdade de expressão e não mencionou a regulação das grandes empresas de tecnologia, mas criticou movimentos que poderiam suprimir o que ele chamou de “liberdade de expressão”.
A política de assistência social também provocou divergências entre os coordenadores. Rogério Marinho negou que Flávio Bolsonaro pretenda retirar o Bolsa Família de beneficiários que completarem dois anos de emprego formal. A manifestação ocorreu após repercussão de uma declaração de Daniella Marques, integrante da equipe de campanha, sobre as regras de transição do programa.
De acordo com Marinho, a proposta é aumentar de 18 para 24 meses o período de transição para pessoas que conseguem emprego com carteira assinada enquanto recebem o benefício.
Edinho Silva, por sua vez, colocou em dúvida o compromisso de Flávio Bolsonaro com a preservação dos programas sociais e dos direitos dos trabalhadores. O coordenador de Lula relacionou suas críticas à atuação parlamentar do senador e às medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro.
O petista citou questões relacionadas à licença-maternidade e à aposentadoria e acusou o adversário de ter alterado seu posicionamento sobre o fim da escala de trabalho 6×1 por conveniência eleitoral.
“Ele trabalhou o tempo todo contra a aprovação do fim da jornada 6×1. Mudou de posição porque a opinião pública fez com que ele mudasse a opinião por conta das questões eleitorais”, afirmou.
A política de segurança pública também foi alvo de críticas. Edinho Silva questionou uma alteração legislativa relacionada à identificação de munições e afirmou que a medida poderia dificultar o rastreamento. O coordenador petista levantou dúvidas sobre os interesses beneficiados pela mudança.
Edinho também criticou o histórico de Flávio Bolsonaro na área, mencionando condecorações concedidas a pessoas que classificou como milicianos e a atuação jurídica relacionada à defesa de um policial acusado de matar uma criança de cinco anos.
“Quem condecora miliciano não pode falar em segurança pública. Quem é contra pôr na prisão o assassino de uma criança de cinco anos não pode falar em segurança pública“, acrescentou.
Marinho contestou a interpretação e explicou que a mudança faz parte de uma proposta mais ampla de alteração do Estatuto do Desarmamento, relatada na Câmara pelo deputado Alexandre Leite (União-SP). Segundo ele, o texto reúne quase 40 dispositivos e não chegou a ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
“Há uma diferença fundamental entre o posicionamento dele sobre um projeto de quase 40 artigos e a especificação de um único item”, disse. “Esse projeto não foi votado.”
De acordo com o coordenador de Flávio Bolsonaro, a alteração atenderia a uma demanda de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), facilitando o reaproveitamento de munições e reduzindo os custos de recarga.
Questionado sobre o apoio do candidato às mudanças no Estatuto do Desarmamento, Marinho acenou de forma positiva, confirmando que o tema é de interesse de Flávio Bolsonaro.
Fonte: Sputnik Brasil.
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