Bispos católicos criticam candidatura de Flávio Bolsonaro e alertam para riscos à democracia

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O documento não cita nominalmente o senador, mas reúne críticas a posições ligadas a ele e à família Bolsonaro. Os signatários pedem que os católicos participem do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), e considerem a defesa da democracia, os valores humanitários e os ensinamentos da Igreja na escolha do próximo presidente.
A carta aponta divergências entre as posições atribuídas a Flávio Bolsonaro e os princípios defendidos pelos religiosos. Entre as críticas, estão a oposição ao fim da escala de trabalho 6 x 1, a promessa de aproximar o Brasil dos Estados Unidos, a defesa da ampliação do acesso às armas e a rejeição ao reconhecimento da crise climática e de problemas ambientais.
Os bispos também fazem referência à atuação política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo homenagens ao coronel Brilhante Ustra, um dos principais nomes associados à tortura durante a ditadura militar brasileira.
Sem mencionar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a carta reconhece que a candidatura adversária está sujeita a críticas, mas afirma que ela demonstrou responsabilidade com a população pobre e com a preservação ambiental, além de ter atuado dentro dos limites da ordem democrática e respeitado a Constituição.
Em mensagem divulgada na última quarta (21), o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também se manifestou sobre o segundo turno das eleições de 2026. O texto, dirigido ao povo brasileiro, defende a participação consciente dos eleitores, o respeito aos resultados legítimos das urnas e a preservação das instituições democráticas.
A entidade afirma que o país precisa de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade. A mensagem também defende a proteção ambiental, os direitos humanos e a promoção da paz, além de cobrar dos eleitos compromisso com essas questões.
A CNBB recomenda que os eleitores considerem a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e as condições de vida da população. O documento é assinado pelo Conselho Permanente da entidade e foi datado de 21 de outubro de 2026, em Brasília.

Fonte: Sputnik Brasil.

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