Ato pró-Lula em SP ocorre sem apoio oficial do PT, e domingo de manifestações tem confronto no metrô

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A manifestação ocorreu no mesmo dia do ato do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, na avenida Paulista, e houve confronto entre bolsonaristas e esquerdistas no metrô da capital.
Grande manifestação pró-Lula estava marcada para o Vale do Anhangabaú, no centro, mas foi transferida depois de o túnel que passa sob o local alagar.
Os movimentos anunciaram a transferência para o largo da Batata e, em seguida, o cancelamento, alegando “questões relacionadas à segurança dos participantes” e “entraves burocráticos”.
Mesmo com o anúncio, a líder do movimento Fortes, Isadora Brizola, que foi candidata a deputada estadual pelo PDT, assumiu a frente da mobilização para manter o ato.
Ao jornal Folha de S.Paulo, ela disse que “isso já estava reverberando em muitos lugares, não tinha como dar para trás”. Segundo Isadora, o objetivo era organizar a manifestação para que fosse pacífica e ter controle da situação.
A divisão na esquerda também atingiu a União Nacional dos Estudantes (UNE). Segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles, a entidade chegou a reservar o largo da Batata, mas pretendia não usar o espaço por temer atos de violência.
A UNE chamou eventos em bairros da periferia, como Grajaú (zona sul), Cachoeirinha (zona norte) e Itaquera (zona leste), com o objetivo de fazer panfletagem e “virar votos”. Uma militante ligada à campanha de Lula afirmou que o ato no largo da Batata “não é de iniciativa do PT nem da campanha”.
O acesso ao largo da Batata e à Paulista se dá pela Linha 4-Amarela do metrô, o que aumentava o risco de encontro entre os dois grupos. A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Militar montou operação especial para os dois atos, depois de duas reuniões com representantes do Metrô, da CET, da GCM e dos organizadores para definir horários e normas.
No fim do dia, o temor se confirmou: bolsonaristas que deixavam a Paulista acabaram se encontrando com esquerdistas no metrô, e houve briga entre os grupos.
Imagens divulgadas na internet mostram bolsonaristas lotando estações aos gritos de “Fora PT”. Na estação Trianon-Masp, na própria Paulista, um militante tentou subir na cobertura de uma das entradas e foi retirado por apoiadores de Flávio.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. No primeiro, Flávio ficou menos de dois pontos percentuais à frente de Lula, e as pesquisas indicam disputa apertada entre os dois.

Fonte: Sputnik Brasil.

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