A UTL fica na Terra Indígena São Jerônimo, onde vivem cerca de 670 pessoas de três povos distintos: os Guarani Ñandeva, os Kaingang e os Xetá. Defensoria e Univaja assinam acordo para apoiar indígenas do Javari. Relatório aponta 258 indígenas assassinados e mais violência em 2025. Universidade Federal Fluminense aciona PF após receber ameaças . Os órgãos informam que a UTL registrou boletim de ocorrência. “Além disso, foram acionadas a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para que o ataque seja rigorosamente apurado e os responsáveis por esse ato criminoso sejam identificados e punidos na forma da lei”. “O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação, não aceitará qualquer tipo de violência e continuará firme no cumprimento de seu dever constitucional de garantir e proteger os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmam o ministério e a Funai. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Ministério dos Povos Indígenas (@minpovosindigenas) Em vídeo publicado em seu perfil nas redes sociais, a presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, mostrou indignação com o grau de violência do ato. "É inadmissível a depredação de um prédio público por extremistas que são contra os direitos dos povos indígenas, contra demarcações de terras indígenas", declarou ela. Apesar de não ter ferido ninguém, o ataque “deixou todo mundo muito assustado", relatou a presidenta da fundação. "Não queremos violência, não queremos ameaça aos nossos servidores".
Fonte: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/unidade-da-funai-e-alvo-de-ataque-em-terra-indigena-no-parana