A dor neuropática - ou neuralgia - está entre as mais intensas e incapacitantes. Ela decorre da lesão de um determinado nervo ou feixe nervoso. Uma vez lesionado, o nervo gera impulso elétrico fora do ritmo normal. Esse decompasso causo dor.
Há várias doenças que desencandeiam a neuralgia. Entre as mais comuns, estão herpeszoster e o diabetes. Provocado pelo mesmo vírus da catapora, que permanece incubado no organismo da pessoa, o herps-zoster atinge 1% da população adulta e costuma se manifestar quando o sistema imunológico do paciente está debilitado. A doença se caracteriza por feridas na pele, que acompanham a extensão do nervo, e dores lancinantes.
A neuralgia causada pelo diabetes ameaça metade dos doentes com distúrbio - o que, no Brasil, representa cerca de 5 milhões de pessoas. Nesses casos, as sensações são de formigamento e queimação nas mãos e nos pés. Um dos grandes desafios no tratamento desses dois tipos de neuralgia é encontrar um medicamento capaz de aliviar rapidamente a dor, com o mínimo de efeitos colaterais.
Uma das novidades nessa frente é o remédio Lyrica, recém-lançado nos Estados Unidos. A primeira opção no combate à neuralgia seriam os analgésicos ou antiinflamatórios. "A maioria dos pacientes, no entanto, não responde satisfatoriamente nem às versões mais potentes desses medicamentos", diz a reumatologista Evelin Goldenberg, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Há relatos de pacientes que não conseguem controlar a dor nem mesmo com doses generosas de derivados de morfina. Na tentativa de mitigar o problema, duas outras classes remédios foram imcorporadas ao tratamento das neuralgias - os antidepressivos, em especial os tricílicos, e os antiepilépticos. Cada uma ao seu modo, ambas regulam os impulsos elétricos que estão associados aos episódios dolorosos. O inconveniente, no caso dos antidepressivos, é a intensidade de suas reações adiversas - desconforto intestinal, boca seca, taquicardia e queda de libido, entre outras.
No que se refere aos antiepilépticos, eles demoram até duas semanas para começar a fazer efeito - ou seja, não servem para o herpes-zoster, cujas manifestações mais intensas ocorrem nos primeiros dias. Fabricado pelo laboratório Pfizer e tendo a substância pregabalina como princípio ativo, o Lyrica oferece vantagens sob esses dois aspectos, segundo os estudos clínicos feito com o novo remédio. Apesar de também pertencer à categoria dos antiepilépticos, o Lyrica começa a fazer efeito em dois dias. Além disso ele se mostrou até 20% mais eficaz no controle da dor do que os medicamentos tradicinais. Entre seus efeitos colaterais mais comuns estão tontura, náusea e sonolência.




