Quem não escuta direito por causa de lesões no nervo auditivo causadas por viroses ou pela própria idade, por exemplo, poderá contar em breve com uma prótese americana que faz o som chegar ao cérebro do jeitinho como é. Diferentemente das opções convencionais, que trabalham com a pressão sonora, a novidade usa energia eletromagnética. "Ela melhora a percepção dos sons agudos e elimina a sensação de ouvido tapado, comum nos outros modelos, além de ser estética, pois fica escondida no canal auditivo", enumera o otorrinolaringologista Fernando Gosling, do Rio de Janeiro. O dispositivo será apresentado este mês no Congresso Carioca de Otorrinolaringologia.

O caminho do barulho:

Na forma de ondas sonoras, o barulho externo é captado pela prótese, instalada no canal auditivo. Aí o som é transformado em ondas eletromagnéticas.

Essas ondas chegam a um magneto (espécie de ímã) implantado entre a bigorna e o estribo, dois ossinhos do ouvido. A intenção é fazê-los vibrar. Assim, aumenta-se a potência do sinal sonoro que chega às células nervosas.