Novas sobre o colesterol

Era para aumentar o HDl, mas ...
 
A droga que nasceu com essa finalidade, o torcetrapib, botou nas alturas a pressão arterial. Desenvolvido pelo laboratório Pfizer, o medicamento prometia elevar em mais de - 60% o HDl, o bom colesterol, e diminuir em cerca de 20% o LDl, o vilão das artérias.

"Só que após alguns meses de testes com mais de 15 mil pacientes, a pressão sangüínea de praticamente todos subiu a ponto de pôr a vida deles em risco", explica o cardiologista Raul Santos, do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo, o Incor. Diante de resultados tão desanimadores, os cientistas foram obrigados a desistir da pesquisa, jogando um banho de água fria em quem esperava um remédio contra a gordura nefasta.

E agora?

 
Os laboratórios farmacêuticos Merck e Roche estudam uma substãncia cuja ação é parecida com a do torcetrapib, o medicamento que falhou. A vantagem é que, aparentemente, ela não aumenta a pressão nem o risco de morte. "Essa dasse de remédios neutraliza uma enzima, a CETP, responsável por trocas de colesterol entre o HDL e o LDL - ela retira a gordura transportada pelo HDL e a transfere para o LDl, elevando os teores da molécula nociva", ressalta o professor Raul Santos.

"Mas ainda não há certeza de que tirar essa enzima de combate é suficiente para diminuir as placas de gordura". A saída para jogá-lo lá em cima é fazer exercícios moderados e regulares, dizem em coro os cardiologistas. Também ajuda perder a barriga, parar de fumar e diminuir os triglicérides.
 
HDL em alta: A saída para jogá-lo lá em cima é fazer exercícios moderados e regulares, dizem em coro os cardiologistas. Também ajuda perder a barriga, parar de fumar e diminuir os triglicérides.